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    A Metamorfose - Nova Ortografia

    Franz Kafka

    Melhoramentos
    2011
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788506065822
    Português Brasileiro
    4.2
    130901 avaliações
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    É deste modo que Kafka inicia a história de Gregor Samsa, um sujeito que se viu "obrigado a se tornar um caixeiro-viajante ,que deixou de ter vida própria para suportar financeiramente todas as despesas de casa. Numa manhã, ao acordar para o trabalho, Gregor vê que se transformou num inseto horrível com um "dorso duro e inúmeras patas". A princípio, as suas preocupações passam por pensamentos práticos relacionados com a sua metamorfose. Depois, as preocupações passam para um estado mais psicológico e até mesmo sentimental. Gregor sente-se magoado pela repulsa dos pais perante a sua metamorfose. Apenas a irmã se digna a levar-lhe a alimentação, mas mesmo assim a repulsa e o medo também começam a se manifestar. A metamorfose de Gregor vai além da modificação física. É sobretudo uma alteração de comportamentos, atitudes, sentimentos e opiniões. Gregor passa a analisar as coisas que o rodeiam com muito mais atenção. Outra metamorfose ocorre no seio familiar: o pai volta a trabalhar, a irmã (Grete) também arranja um emprego e passam a alugar quartos na própria casa onde habitam. As atitudes dos pais perante o filho retratam ao leitor a ideia que este era apenas o "sustento" da casa. A metamorfose de Kafka não conta apenas a história de um homem que se transformou num inseto. É sobretudo uma história de alerta à sociedade e aos comportamentos humanos. Nesta história, Kafka presenteia-nos com a sua escrita sui generis, retratando o desespero do homem perante o absurdo do mundo. Interessante perceber que em nenhum momento da obra Gregor se dá conta realmente que se transformou num inseto. Apenas observa seus novos membros, órgãos e hábitos, mas com o tempo se acomoda na nova condição sem realmente entender no que se tornara.

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    Pedro Henrique De Oliveira07/07/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Resenha de Metamorfose

    “Caixeiro-viajante”, esse é o nome dado ao profissional responsável por vender os produtos em locais diversos de onde são realmente produzidos. No passado, quando ainda longe de uma tecnologia de transporte extremamente eficaz e rápida, esses trabalhadores tinham uma importante função para as indústrias e empresas ao espalhar o produto por geografias distantes. Nesse contexto, em Metamorfose, de Franz Kafka, acompanhamos a virada de situação de Gregor Samsa, um caixeiro-viajante, quando, em um dia aleatório, ele acorda com o corpo alterado para o de um pegajoso inseto. Apesar de ser escrito em 1912, o livro fora publicado em 1915, apenas nove anos antes da morte por tuberculose de seu autor. Com cerca de 70 páginas e apenas um ambiente, a fama da obra certamente não é proporcional ao seu tamanho, afinal, é considerada como um dos maiores clássicos do século XX. Quando Gregor é transformado em algo parecido com uma barata, acaba perdendo o seu emprego o qual era diretamente responsável por manter a estabilidade econômica da família Samsa (nota-se que esse é justamente o foco, no livro, as pessoas dão muito mais atenção ao fato da perda do trabalho do que para a metamorfose em si). A partir disso, o narrador em terceira pessoa passa a descrever como os parentes e o pobre homem lidarão com sua transformação inesperada e com as consequências de não terem mais alguém para ajuda-los em seu sustento. Antes de iniciar a obra, talvez seja fundamental ter-se a noção de que as literaturas de Kafka quase sempre abordam problemas da sociedade através de analogias e circunstâncias oníricas, com tons de realismo e fantástico. Nesse conto não é diferente. A metamorfose do protagonista é descrita de uma forma perturbadoramente lógica e representa sua ida de empregado para desempregado, incapaz de gerar dinheiro e de como isso afeta, tanto a própria mente quanto a das pessoas ao nosso redor. Pois como é percebido, não é apenas Gregor o transformado, mas toda a sua família começa a ter seu caráter desfigurado. Assim, o autor é bem sucedido em retirar qualquer resquício de felicidade de sua trama. Há uma dura e melancólica exposição da humilhação a qual cresce conforme as páginas, percebemos o amor modificando-se para amargura, abandono e raiva. Cabe aqui ressaltar, trata-se muito mais de uma história criada para ser crítica do que uma história a qual tornou-se uma crítica. Dessa forma, não temos grande profundidade nos personagens e ambientes, há apenas uma explosão de ocorridos narrados para embasar a visão kafkiana de uma sociedade enclausurante, colocando o leitor como expectador e não personagem em si. Como consequência, não é gerado apego aos indivíduos e quem sabe sequer empatia sincera o que pode trazer uma sensação de falta de intimidade narrativa. Talvez, se a obra tivesse algumas páginas a mais, eu não teria me agradado nem um pouco e passaria a ter um sentimento estafante por conta de tal característica somada à incomoda situação tão friamente exposta. Apesar disso, por seu diminuto tamanho e forma fluída de ser desenvolvido, o livro consegue cumprir o seu papel e prender até o fim pelo fator curiosidade enquanto expõe uma visão dolorosa de como nos comportamos em certas condições, quando a sociedade insiste em rebaixar alguém à posição de mero parasita. Metamorfose é um tanto quanto cru, mas igualmente instigante e com uma ótima capacidade de explorar várias possíveis interpretações. Por isso, em face de seu autor ser importante para o cenário literário e proporcionar um pensamento tão diverso capaz de gerar bons debates sobre o tema, o livro ainda é uma ótima peça para se ter em sua estante e eventualmente ser relido em momentos diferentes da vida para boas novas ponderações. Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

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    • 5 estrelas36%
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    • 2 estrelas4%
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    František Kafka

    Franz Kafka foi um dos maiores escritores de ficção da língua alemã do século XX. Kafka nasceu numa família de classe média judia em Praga, Áustria-Hungria (atual República Checa). O corpo de obras suas escritas — a maioria incompleta e publicadas postumamente — destacam-se entre as mais influentes da literatura ocidental. Seu estilo literário presente em obras como a novela A Metamorfose (1915), e romances incluindo "O Processo" (1925) e O Castelo (1926) retratam indivíduos preocupados em um pesadelo de um mundo impessoal e burocrático.

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    Boêmia, Áustria-Hungria

    František Kafka

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