"O Grande Gatsby", livro escrito pelo norte-americano, Francis Scott Key Fitzgerald (F. Scott Fitzgerald), é considerada a obra máxima a retratar os loucos e prósperos anos do pós-guerra na América (Primeira Guerra Mundial) e reproduz em um belíssimo romance uma sociedade extravagante e boemia, copiosamente conhecida como a "Geração Perdida".
Fitzgerald, nos transporta para um Estados Unidos da América (Nova Iorque/Long Island), de 1922, onde a sociedade americana vivia um nível sem precedentes de prosperidade econômica e cultural, em que os indivíduos idolatravam os ricos e o enorme glamour dos abastados, e que, o materialismo sem limites somados a falta de moral generalizada, dava um tom decadente a uma prospera nação.
"O Grande Gatsby", nos conta a história de do enigmático bilionário Jay Gatsby e a socialite nova iorquina Daisy Buchanan, pela visão do jovem comerciante, Nick Carraway, e os eventos que se desenrolam em um mundo de festas extravagantes, envoltas em muito luxo e aparências, em que as amizades e os relacionamento no meio aristocrático em sua maioria, eram breves e superficiais.
A maior parte do enredo na primeira metade do livro gira em torno da especulação sobre a origem da fortuna de Gatbsy, e seu passado nebuloso, e Carraweay (Vizinho e amigo de Gatsby e primo de Daisy), nos mostra sua visão sobre uma vida esplendorosa, cheias de requintes, que estava além do seu círculo social. Enquanto a segunda metade da obra, é reservada a nos mostrar sobre os encontros e desencontros de um amor do passado, que acaba por se transformar em um triângulo amoroso repleto emulação, inveja e ciúmes, e que, culmina em um final trágico.
Fitzgerald, durante s narrativa, vai aos poucos, descortinando Gatsby aos leitores, e mostra o lado apaixonado e romântico do excêntrico bilionário, em busca de reconquistar o amor de sua vida, enquanto revela em suas linhas, uma Daisy, mimada, fútil e que só dá valor aquilo que brilha, e no final, somos tomados de supressa, quando percebemos a verdadeira natureza dos dois protagonistas.
De escrita elegante, bem construída e uma narrativa mais lenta, cheia de prolixidades, "O Grande Gatsby", é uma obra clássica, que exige do leitor, um pouco de paciência e perseverança, pois mesmo se tratando eu um livro relativamente curto, é tomado de enormes devaneios, prolixas descrições e imensos diálogos, que acabam deixando a leitura um pouco enfadonha, mas que no final é recompensado pelo final dramático, digno das maiores tragédias gregas.
Vale mencionar, que esse clássico americano nos traz uma grande crítica sobre os costumes de uma sociedade sem limites, que vivia o extremo do luxo e da futilidade, e que a relações eram fundadas em interesses e status, e nos mostra que o dinheiro na realidade não compra o amor, muito menos a felicidade, e joga na cara do leitor, que é insofismável o axioma, que uma vida de ostentação, gera somente caos, mentiras e relacionamentos superficiais
Em suma, "O Grande Gatsby", é um livro de ritmo mais lento, que requer mais atenção por parte de leitor, porém, somos agraciados com um belíssimo texto, onde ambientação e o desenvolvimento dos personagens são construídos de forma primorosa.