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    Romântico, Sedutor e Anarquista -

    Ana Maria Machado

    Objetiva
    2006
    151 páginas
    5h 2m
    ISBN-10: 8573027975
    Português Brasileiro
    4.4
    15 avaliações
    Leram34Lendo2Querem65Relendo0Abandonos2Resenhas2
    Favoritos3Desejados65Avaliaram15

    Neste 'Romântico, Sedutor e Anarquista - Como e Por que ler Jorge Amado hoje', Ana Maria Machado provoca uma reflexão mais aprofundada sobre o romancista e defende como incontestável a qualidade de clássicos da literatura brasileira, como 'Tenda dos Milagres', 'Capitães de Areia Gabriela', 'Cravo e Canela e Mar Morto'. Um escritor 'quase único', que fez a fusão amorosa entre o erudito e o popular; que erotizou a narrativa; que trouxe à tona questões sobre o não-sectarismo, a miscigenação, a luta contra o preconceito e contra a pseudo-erudição européia.

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    Marcos Queiroz picture
    Marcos Queiroz19/06/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Sopro de vida de nosso povo

    Ana Maria Machado entrega um estudo profundo e com fontes maravilhosas sobre a importância de ler Jorge Amado nos dias de hoje. Desmistifica várias questões que apontam e acusam Amado de ser racista, um idealizador de um Brasil que não existe, quando ele escreve justamente o Brasil que existe, principalmente na Bahia. Amado escreve sobre a identidade do nosso povo, sobre uma nação, uma cultura criada na Bahia. A mestiçagem que escreve Amado não é só a do povo, é a da nossa cultura, Ana Maria deixa muito claro que não a mais nada de puro em nossa nação, seja no sangue ou na cultura do nosso povo e Jorge Amado escreveu sobre isso como ninguém. A obra de Amado tem luta, tem amor, tem anarquia, tem política, tem religião, tem violência, tem amizade, tem milagre, tem história, a história real. Ler Amado é importante ainda hoje pois é um retrato do que fomos, do que somos e do que podemos ser.

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    4.4 / 15
    • 5 estrelas60%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
     Ana Maria Machado profile picture

    Ana Maria Machado

    O jornalismo foi abandonado no ano de 1980, para que a partir de então Ana pudesse se dedicar ao que mais gosta: escrever seus livros, tantos os voltados para adultos como os infantis. E assim foi feito, e com tamanho sucesso que em 1993 ela se tornou hors-concours dos prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Finalmente, a coroação. Em 2000, Ana ganhou o prêmio Hans Christian Andersen, considerado o prêmio Nobel da literatura infantil mundial. E em 2001, a Academia Brasileira de Letras lhe deu o maior prêmio literário nacional, o Machado de Assis, pelo conjunto da obra. Em 2003, Ana Maria foi eleita para ocupar a cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras, substituindo o Dr. Evandro Lins e Silva. Pela primeira vez, um autor com uma obra significativa para o público infantil havia sido escolhido para a Academia. A posse aconteceu no dia 29 de agosto de 2003, quando Ana foi recebida pelo acadêmico Tarcísio Padilha e fez uma linda e afetuosa homenagem ao seu antecessor.

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    Ana Maria Machado