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    Meio sol amarelo -

    Chimamanda Ngozi Adichie

    Companhia das Letras
    2017
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9788535929249
    Português Brasileiro
    4.6
    3078 avaliações
    Leram4258Lendo370Querem6451Relendo6Abandonos112Resenhas351
    Favoritos273Desejados6451Avaliaram3078

    Jovem escritora nigeriana revela o horror da guerra de Biafra, em um romance de proporções épicas, que nunca perde de vista a matéria humana da qual deriva. Livro vencedor do National Book Critics Circle Award e do Orange Prize de ficção 2007. Em meio à guerra fratricida que dividiu a Nigéria com a malograda tentativa de fundação do estado independente de Biafra, um grupo de pessoas busca provar a si mesmas e ao mundo que é capaz não só de sobreviver, mas também de resguardar seus sonhos e sua integridade moral. Garoto de aldeia, Ugwu procura se ajustar a uma realidade em rápida transformação. Olanna é uma moça da alta sociedade que se torna professora universitária e vive com Odenigbo, que abraça a causa revolucionária. Jornalista com ambição de se tornar escritor, Richard se apaixona pela irmã de Olanna, Kainene, figura esquiva, que reage com pragmatismo ao desmoronamento da nação. Baseado em fatos reais transcorridos na década de 1960, este romance da premiada escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie vai além do mero relato, transformando- se em um grandioso painel sobre indivíduos vivendo em tempos de exceção, um livro que a crítica internacional aproxima de V. S. Naipaul, Chinua Achebe e Nadine Gordimer.

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    Resenhas (351)Ver mais
    Rayza Guedes Fontes picture
    Rayza Guedes Fontes18/08/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Futuros leitores deste romance, um conselho: não é um livro para ser lido na cama, antes de dormir. Ainda que a sinopse deixe bem claro que Meio Sol Amarelo trata da guerra Nigéria-Biafra, que causou danos irreparáveis em apenas três anos de duração (1967-1970). A tragédia, a miséria, a crueldade, o medo, a incerteza, a fé cega em um ideal, as mortes, o endurecimento da alma, mais que o suficiente para tirar o sono por semanas. Poucos livros são tão realistas e ao mesmo tempo tão poéticos. Uma aula de história muito bem contada. A ficção e a realidade se entrelaçam de forma que mesmo após a última página é possível sentir a dor dos nigerianos como se a guerra tivesse acabado ontem, e não há 41 anos atrás. Ainda não consegui decidir se as descrições precisas, equilibrando o que o leitor precisa saber com o que precisa imaginar, ou se a falta de linearidade cronológica (misturando memórias, histórias e retomando o passado para explicar o presente) foram o que mais me encantou. Talvez tenham sido as reviravoltas, os pequenos mistérios e a emoção de virar a página temendo a morte de mais alguém. Os nomes das personagens não são mais pronunciáveis do que os de qualquer clássico russo, mas o uso constante de palavras em ibo e demais dialetos poderia tornar a leitura cansativa. Talvez a melhor solução seja ignorar o itálico, com todo respeito aos faltantes das línguas. O texto é fluido e altamente psicológico. As irmãs Kainene e Olanna tem a mente esquadrinhada tantas vezes que penso saber mais das emoções delas do que das minhas. Ugwu é talvez um dos personagens mais simpáticos que já tive conhecimento. Independente das suas ações é impossível não perdoa-lo, sentir pena e gostar ainda mais dele em seguida. Richard e Odenigbo, amantes das irmãs, não são meros coadjuvantes, apesar de não causarem tanta empatia. Já elegi o livro como um dos melhores lidos no ano e acredito que o Orange Prize e o National Book Critics Circle Award ainda são só o começo. Arrisco dizer que, em 10 anos, caso a autora continue produzindo peças desta qualidade um Nobel seria mais do que merecido.

    168 curtidas

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