Fico indignada de saber que eu só fiquei sabendo da existência desse livro pela lista de desafio da Rory Gilmore, pois nunca havia ouvido falar sobre ele por nenhum outro meio. Isso porque essa leitura é imprescíndivel, pesquisando vi que, de fato, é uma leitura obrigatória nas escolas dos Estados Unidos.
O livro é um testemunho de um dos judeus que viveu nos campos de concentração. Aqui está descrito a vivência do autor, desde quando morava na Transilvânia, como um menino judeu muito religioso e que buscava sempre aprender mais sobre o Eterno, até o momento em que se vê livre dos campos de concentração.
A mais próxima ideia de que pude ter de como o Holocausto foi algo impensável é que nem mesmo os judeus acreditavam nos rumores sobre os campos de concentração e os fuzilamentos, até se verem diante deles. Aparentamente, naquela época antes de ser de conhecimento de todos, e apenas rumores, ninguém conseguia acreditar que algo assim era verdadeiro.
Infelizmente, foi algo tão real que deixou uma marca na história da humanidade. Aqui, me recordo de uma fala do ex-presidente, Jair Bolsonaro, sobre o Holocausto em que ele dizia "Podemos perdoar, mas não esquecer", e acredito completamente no contrário: Ainda que por eventos da natureza mundana (perda de informações ao longo do tempo, por exemplo), o ser humano venha a esquecer o Holocausto, enquanto ele for lembrado, jamais poderá ser perdoado.
Espero que essa resenha motive as pessoas a buscarem a leitura desse livro, para que a memória do Holocausto continue sendo passada de geração à geração, e compartilhemos e construamos opiniões de diversidade com as novas gerações, para que isso jamais venha a ocorrer novamente.