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    Morravagin - seguido de O Fim do Mundo Filmado pelo Anjo Notre-Dame

    Blaise Cendrars

    Companhia das Letras
    2003
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788535903409
    Português Brasileiro
    3.8
    33 avaliações
    Leram57Lendo5Querem80Relendo0Abandonos2Resenhas3
    Favoritos6Desejados80Avaliaram33

    Morravagin é a biografia de um monstro. Doente física e moralmente, não há ciência - natural ou política - que o possa curar. O personagem é a encarnação do século XX, que se iniciava então com grande estrépito, com sua vertigem da violência gratuita e sua compulsão à guerra em escala internacional. O poeta e romancista Blaise Cendrars (1887-1961) foi vanguardista de primeira hora. Na década de 1920, travou amizade com os modernistas brasileiros e se identificou com as contradições do Brasil, a ponto de reconhecer que o país "era a sua segunda pátria espiritual". Escrito entre 1913 e 1925, em diversas partes do mundo, Morravagin foi eleito pela imprensa especializada um dos cem maiores romances franceses do século XX. Esta edição reúne pela primeira vez Morravagin e O fim do mundo filmado pelo Anjo Notre-Dame, narrativa vertiginosa, influenciada pelo impacto do cinema na sensibilidade, cuja autoria Cendrars atribuía a Morravagin.

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    Matheus  picture
    Matheus 14/04/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Morravagin

    Vamos pra um resuminho bem podre e raso sobre o século XX? Entt vamos, este período foi onde ocorreu maiores avanços tecnológicos (como a criação do avião) e científicos e estudos da natureza humana como a Psicanálise, conquistas de civilizações e mudanças políticas, por causa disso o século XX é também conhecida como "época dos grandes massacres" pois nele existiu as duas guerras mundiais, como tbm várias revoluções uma das mais conhecida sendo a revolução Russa em 1917, guerra fria e tbm o EUA virando uma grande potência, e chegou ao fim desse resumo, pode falar isso no Enem, confia... Morravagin é a biografia de um monstro que é a reencarnação da doença século XX ou seja, tudo de sujo e mal que ocorreu nesta época estará presente nesse personagem ele é tipo um agente do caos, neste livro morra vai viajando e tendo relação a fatos históricos que ocorreram no século passado como por exemplo ele ir a Rússia e estar à frente de uma revolução que gostaria de acabar com a vida da família do Czar (lembra algo?), e ele disserta sobre temas bem relevantes como a religião, psicologia e a utilização da teoria da evolução para uma explicação e como EUA virou uma potência. só que o que mais me pegou como leitor foi a representação da guerra e da loucura por meio de quem participou dela e o trauma que isso causa nos que não morreram definitivamente. Como pode perceber a palavra “Morravagin” é basicamente “morra vagina”, esta parte misógina está mais presente na primeira parte desta obra, como eu disse la em cima ele é meio que a representação do século XX, se nos tempos atuais progredimos um pouco existe muitos casos de machismo imagine naquela época, aonde o movimento feminista foi criado apenas em 1960, mas essa misoginia aparece neste livro como algo horrível Morra faz isso mas percebemos como isso é super errado e chega até assustar o fiel escudeiro dele (que é a pessoa que a gente acompanha na história) a misoginia nesta obra tem mais uma cara de homens que tem medo dos poderes das mulheres e da sua emancipação e que abusa de mentiras sem sentido para que assim seu ego engrandeça fazendo com que esse temor pelas mulheres seja algo apenas superficial. Este livro não recomendo para todos, a história é bem caótica e vai precisar de uma sensibilidade maior pois se trata de fatos históricos e tem algumas cenas bem pesadinhas, mas quem quiser acredito que será um bom livro para se ler.

    3 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 33
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas12%
    • 1 estrelas0%
    Blaise Cendrars profile picture

    Blaise Cendrars

    A paixão pela aventura foi uma constante na trajetória do poeta e romancista franco-suíço Blaise Cendrars, que fez das viagens, reais ou imaginárias, a matéria-prima de sua criação. Cendrars fez sete visitas ao Brasil. Na primeira delas, em 1924, quando foi subvencionado pelo milionário e mecenas paulista Paulo Prado, permaneceu por nove meses. Travou contato com artistas modernistas em São Paulo, conheceu Donga e outros músicos populares no Rio de Janeiro, onde subiu sozinho uma favela, e passou a Semana Santa nas cidades históricas de Minas Gerais, ao lado de Mário de Andrade, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, na chamada “caravana modernista”. Foi Cendrars – um estrangeiro – quem despertou o interesse dos modernistas pela arte regional e tradicional barroca de Minas Gerais. Mário de Andrade chegou a declarar que foi Cendrars quem o libertou da França. E é a viagem com o escritor ao Rio de Janeiro, no Carnaval, que faz aflorar em Tarsila o gosto pelo popular, pela poesia das favelas e da gente humilde, até então soterrado pela influência do “bom gosto europeu”. Foi Cendrars, aliás, quem escreveu os textos do catálogo da primeira exposição de Tarsila em Paris, na Galerie Percier, em 1926. Tudo o encantava: a mestiçagem, as esculturas de Aleijadinho, as aventuras de Lampião. O Brasil nunca mais deixaria sua obra, estando presente nas poesias de Feuilles de Route, no fantástico personagem Coronel Bento de D’Oultremer à Indigo, no Febrônio de Magia Sexualis, e também no livro de memórias La Tour Eiffel sidérale. “Feliz de poder romper com o comércio de manifestações parisienses, onde se confinava a poesia – dadaísmo, surrealismo –, agarrei a oportunidade pelos cabelos e parti o mais depressa possível”. Cendrars rompe com seu passado de esteta, e essa ruptura se reflete nesse verso: “Adieu Paris, Bonjour soleil”, que se traduz como “Adeus Paris, Bom dia Sol”.

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    La Chaux-de-Fonds, Suiça

    Blaise Cendrars