Crónica de D. Fernando - Crónica do senhor rei dom Fernando nono rei destes regnos

    Fernão Lopes

    INCM – Imprensa Nacional - Casa Da Moeda
    2004
    654 páginas
    21h 48m
    ISBN-13: 9789722712521
    Português

    A Crónica de D. Fernando é um registo histórico de tipo crónica escrita por Fernão Lopes abarcando o período de tempo correspondente ao reinado de D. Fernando, de cognome o Formoso ou o Inconstante, reinado que decorreu entre 1367-1383. Deve ter sido escrita, ao menos parcialmente, entre 1436 e 1443. A sua redação muito provavelmente seguiu-se à da Crónica de D. Pedro, e esta, acaso, às das sete Crónicas dos reinados anteriores, mais a do Conde D. Henrique. Os temas principais do reinado de D. Fernando, e bem assim da Crónica de D. Fernando, são as Guerras Fernandinas com o reino de Castela, a Sucessão, o Grande Cisma do Ocidente e o conflito entre a Nobreza e a Burguesia em ascenção, conforme se pormenoriza a seguir... [Wikipédia]. ==== https://pt.wikipedia.org/wiki/Crónica_de_D._Fernando http://ensina.rtp.pt/artigo/as-cronicas-de-fernao-lopes/ https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernão_Lopes [Sobre o Autor] Primeiro cronista régio, de Fernão Lopes são escassos os dados biográficos conhecidos sobre Fernão Lopes. Os testemunhos documentais de que dispomos informam, sobretudo, sobre os cargos que ocupou ao serviço dos primeiros reis da dinastia de Avis. Por certidões de 1418, sabe-se que exercia as funções de "guardador das escrituras do Tombo" e "escrivão dos livros" de D. João I e D. Duarte. Foi "escrivão da puridade" do infante D. Fernando, a partir de 1422, e, em 1437...

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    Gabalis05/12/2021Resenhou um livro
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    Mais descalabros em pena tranquila

    Em Crónica de D. Fernando, segunda de Fernão Lopes, o historiador continua a nos relatar com pena tranquila todos os descalabros dos poderosos durante o século XV na península e as consequências que os desmandos tem para o povo. Essa crônica é bem maior do que a primeira, de Pedro I, ocupando três volumes enquanto aquela ocupa uma. Tenho a impressão que a primeira foi mais um treino de mão e nesta ele está mais confortável e arguto. Também os eventos que ele relata estão bem mais próximos dele no tempo e é provável que tivesse mais documentos que pesquisar. Essa crônica está repleta de cercos, gente passando fome e comendo ratos, reis fazendo reféns de seus filhos na esperança de conseguir acordo com seus inimigos, gente forjando cartas, gente presa, cabeças decepadas. Em outros momentos, quando a paz é anunciada por uma trombeta, nos conta como algumas gentes, por terem sofrido tanto por conta da guerra, fincam os joelhos no chão e beijam a terra. Outras ainda mais extasiadas, a comem. Os reis, rainhas, infantes e condes que vão por essa narrativa tem todos os tipos de momentos, são causa de todo tipo de desgraça e impiedades e vão todos arrastados pela sede de poder. Mandam decapitar alguém de manhã e à tarde vão à missa pedir ajuda divina. E assim vão todos os reinos numa luta perpétua. Verdadeiramente um livro de história, além do seu interesse como literatura.

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