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    A Ideologia do Século XX - Ensaios Sobre o Nacional-Socialismo, o Marxismo, o Terceiro-Mundismo e a Ideologia Brasileira

    J.O. de Meira Penna

    Vide Editorial
    2017
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-13: 9788595070158
    Português Brasileiro
    4.2
    31 avaliações
    Leram44Lendo4Querem195Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos5Desejados195Avaliaram31

    “A história de nosso século é a história do homem singular. É a história do conflito do indivíduo livre, em sua resistência ao avassalamento crescente pela sociedade coletivista, a sociedade de massas que o socialismo e a estrutura do Estado nacional soberano impõem”. No caso do Brasil, as ideias que fundamentam essa dupla diabólica atacaram também a nossa mente, “numa espécie de psicopatologia coletiva, pelos mitos e manipulações ideológicas, e a adoração de ídolos como aqueles a que se referia Francis Bacon”. Com sua pena habitualmente irônica, o alvo principal de Meira Penna, neste livro, é a “pederastia intelectual” que contamina as discussões políticas, econômicas e sociais no ambiente tupiniquim. Se, nas décadas de 1980-1990, as coisas estavam péssimas, imaginem agora. Por isso, 'A Ideologia do Século XX' serve como uma introdução perfeita para que você, direitista neófito, saiba o que está realmente em jogo. Apesar da breve utilidade do livro, ainda assim as intenções de Meira Penna são mais ambiciosas e se integram perfeitamente ao todo orgânico de sua obra, dando ao leitor o entendimento para se situar nos grande problemas brasileiros em um contexto histórico amplo.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Fidel Castro Pereira picture
    Fidel Castro Pereira22/12/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Temos aqui uma preciosa análise sobre as ideias que perverteram o século XX, realizada por uma das mentes mais arguta que o Brasil já produziu: José Osvaldo de Meira Penna. Escritor e diplomata, Meira Penna foi um liberal influenciado pela escola austríaca e produziu obras fantásticas sobre a sociedade brasileira na qual ele expressava os seus ideários sobre liberalismo. Entre essas obras, destaca-se o ensaio sobre A Ideologia do Século XX em que temas como nacional-socialismo, marxismo passam por um exame minucioso, sobretudo no tocante a nossa política. Para Meira Penna a história do século XX é a história da resistência contra A Rebelião das Massas descrita por Ortega y Gasset, é principalmente: “A história do homem singular. É a história do conflito do indivíduo livre, em sua resistência ao avassalamento crescente pela sociedade coletiva, a sociedade de massas que o socialismo e a estrutura de Estado nacional soberano impõem. ” Este é um grande problema. Enquanto o Estado-nação se colocar sob os mantos do socialismo, do social-liberalismo e do nacionalismo, estaremos presos a ideologia da religião política. Meira Penna esclarece que: “Ou a humanidade supera a idade do Estado-nação, sacralizado na religião civil do socialismo, ou estará condenada pelos impasses que não podem ser abordados e vencidos a níveis de interesses tribais conflituosos. ” Com as ideologias, a intelligentsia assumiu a responsabilidade sobre o futuro da humanidade sem se responsabilizar pelas consequências das suas ideias. Reside na forma como eles pensam o mundo, o destino de toda a humanidade. Há, entretanto, um vácuo entre o que pensam os intelectuais e os homens médios. Em A Ideologia do Século XX, Meira Penna propõe no capítulo O Íncubo da Intelectuária a seguinte questão: “[…] o que dizer de nossas guerras e revoluções sempre iniciadas em nomes de puros ideais de justiça, liberdade, paz e civilizações? O que, para os homens do futuro, significarão termos como nacionalismo, fascismo, socialismo, marxismo, comunismo…? O que dizer das nossas discrepâncias ideológicas que giram, muitas vezes, em torno de noções como mais-valia ou distinções bizantinas quanto ao grau de intervenção do Estado na economia, coletivização da agricultura e nacionalização de empresas, na base de argumentos com distinções maniqueístas de direita e esquerda que jamais são perfeitamente definidas? ” Não há respostas imediatas para questões complexas à luz desta. Os intelectuais, do alto das suas sapiências, semeiam ideias que na mente do homem comum revelam-se armas de aniquilação que deve ser apontadas para o mundo no sentido de recriá-lo à imagem e semelhança da cosmovisão dos “bem pensantes”. Meira Penna atribui a Rousseau a construção do homem bom ao encontro da perfeição. Para Rousseau o homem era um selvagem inocente e bom, um poço aberto à água limpa ou suja, e a sociedade o vitimou quando colocou água suja em seu poço. Vejamos o que assevera Meira Penna: “Revivendo a velha heresia pelagiana, Rousseau proclamou a perfeição da natureza humana, negou as consequências do Pecado Original e atribuiu às instituições sociais a responsabilidade única pelas perversidades do mundo. ” As ideias de Rousseau e as ideologias decorrentes destas foram utopias de consequências terríveis para todos nós. Ao não responsabilizar o homem pelos seus atos, ou nada está errado, negando as verdades, ou alguém vai pagar o pato. Considerando que estas ideias apoiam o coletivo, é o indivíduo que irá pagá-lo: o preço é a liberdade. Meira Penna argumenta que: “No mundo contemporâneo, a fé se converteu em ideologia científica, a esperança se transformou em expectativas utópicas de uma realização política, no reino da Terra, e o amor se vulgarizou em mero erotismo. ” A Ideologia do Século XX é uma obra que abre as portas para compreensão do que está acontecendo no mundo. No Brasil, ela é o retrato fiel da política que subverteu o indivíduo em nome do coletivo. Ao examinar os argumentos de Meira Penna, encontraremos a manifestação pela liberdade e o homem receberá o bônus e colherá o ônus por suas escolhas. Somos livres e não somos iguais. Jamais seremos iguais, pois somos complexos demais para aceitar que nossas necessidades, sonhos e desejos estarão num lugar comum ao alcance de todos.

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    José Osvaldo de Meira Penna

    José Osvaldo de Meira Penna foi um pensador, escritor e diplomata brasileiro. Expoente do liberalismo e do conservadorismo no Brasil, um dos maiores defensores da criação de cursos universitários e de centros de estudos dedicados à análise das Relações Internacionais no Brasil. Formou-se em Direito pela Universidade do Brasil, tendo ingressado na carreira diplomática em 1938, na qual permaneceu até 1981, ano de sua aposentadoria. Serviu o país em diversas localidades, tendo chefiado, ao longo de sua carreira, sete embaixadas brasileiras. Cursou também a Universidade de Columbia (Nova Iorque), o Instituto Carl Gustav Jung de Psicologia (Zurique), e a Escola Superior de Guerra no Rio de Janeiro. Foi secretário-geral adjunto do Ministério das Relações Exteriores para a Europa Oriental e a Ásia, e embaixador em Israel, Nigéria, Noruega, Equador, Estados Unidos, França e Polônia. Criou em 1986, com outros intelectuais de inspiração liberal, a Sociedade Tocqueville. Presidiu o Instituto Liberal de Brasília e é membro da Sociedade Mont Pélérin, conhecida mundialmente por agregar intelectuais do mais grosso calibre. Proferiu palestras nos quatro continentes e deu aula na Universidade de Brasília, na Espanha, na Argentina, na França e nos Estados Unidos. Autor de cerca de vinte livros, Meira Penna costumou ser atuante colunista em importantes periódicos brasileiros e manteve um website na internet.

    16 Livros
    32 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    José Osvaldo de Meira Penna