Molloy -

    Samuel Beckett

    faber and faber
    2009
    254 páginas
    8h 28m
    ISBN-10: 0571243711

    Molloy is Samuel Beckett's best-known novel, and his first published work to be written in French, ushering in a period of concentrated creativity in the late 1940s which included the companion novels Malone Dies and The Unnamable. The narrative of Molloy, old and ill, remembering and forgetting, scarcely human, begets a parallel tale of the spinsterish Moran, a private detective sent in search of him, whose own deterioration during the quest joins in with the catalogue of Molloy's woes. Molloy brings a world into existence with finicking certainties, at the tip of whoever is holding the pencil, and trades larger uncertainties with the reader. "Then I went back into the house and wrote, It is midnight. The rain is beating on the windows. It was not midnight. It was not raining."

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    Mélany Thielo17/03/2026Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Absurdo e escatológico

    A fome e uma dor persistente no joelho estão mais próximas de nós que qualquer forma de confortável sentido. Molloy e Maron não conseguem narrar nada que pareça chegar em algum lugar, fazem questão de mostrar que não sabem para onde estão ou estavam indo, e narram situações vazias e controversas, não tem certeza nem do próprio nome. Estão mostrando que, olha, talvez no fim das contas nem seja importante mesmo, as palavras não tem sentido. A banalização e a inconsistência são comuns durante toda a narrativa. No final se compreende que o livro tem a essência do que realmente somos: nojentos e bobos que escutam uma voz incongruente e imperativa nas nossas mentes. Por que, se tirar o nome, a memória, fala e saúde de um homem, o que sobra? No livro, sobra o movimento mecânico, a dor e uma consciência persistente e confusa. E é isso que falta no homem no pós-guerra, aí está o início da trilogia. Obs.: E pra completar o pesadelo existencial, no mesmo dia que terminei a leitura, por acaso apareceu um gif do filme begotten no x e tive que ir atrás descobrir que coisa bizarra era aquela. Foi minha maratona de absurdismo… Os dois buscam o que está além da linguagem, são ambientes desoladores, o corpo não tem nenhuma dignidade, apenas insiste em existir.

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