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    O Retrato de Dorian Gray -

    Oscar Wilde

    Companhia das Letras
    2011
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    8 avaliações
    Leram3Lendo1Querem3Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos2Desejados3Avaliaram8

    Em sua versão para os quadrinhos do clássico de Oscar Wilde, Stanislas Gros reconta com maestria a história do jovem narcisista que se dedica aos prazeres da vida, morais ou imorais, enquanto um retrato escondido em sua casa mostra sua decadência ao passar do tempo.

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    R .02/07/2017Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ainda estou na leitura do romance, mas já finalizei esta HQ. Comecei a ler desanimado (embora curioso) com algumas coisas que pareciam pouco convidativas - ilustrações simples, texto com letras diminutas, cores sombrias e apresentação aparentemente direcionada a um formalismo infantil. Estava equivocado, pois é uma obra excepcional e extremamente instigante na leitura. Os elementos citados estão em um contexto que se completa harmoniosamente, há muita fidelidade no roteiro e o direcionamento está longe de ser infantil (até nudes tem). Foi bom também ter finalizado antes do romance porque me ajudou na percepção da obra. A HQ deixa explícito o apego ao prazer e materialismo através da degradação moral. Existe um fator muito forte, praticamente demoníaco sobre Dorian, que é a influência do Harry, e sob essa influência ele vai se transformando de forma cômoda e cega. O roteiro e desenhos foram idealizados por Stanislas Gros e algo legal em suas estratégias foi a colocação do quadro de Dorian na parte inferior à direita de cada página ímpar, de maneira a proporcionar a visão da degeneração na imagem. Sabe aquela animação tosca de dar uma passada acelerada nas páginas focando um ponto? Pois é, dá para fazer isso e se impressionar com o famigerado retrato. Havia dito que o desenho é simples (o que é correto dizer), mas tem fundamentação em uma estética medieval gótica chamada pré-rafaelita (valorizada por Wilde) e retrata os rostos com muita expressividade. A empáfia claramente vista na face de Harry, por exemplo, potencializa a percepção como agente influenciador a algo sórdido. Se o quadro expressa o interior medonho de Dorian, o envelhecimento retratado no passar dos anos de Harry também é uma estampa que não fica muito atrás. Mérito para Gros em coisas que se notam melhor numa ilustração. O autor também recheou a obra com multiplas referências à literatura, filosofia e artes. Eu jamais reconheceria qualquer uma delas (não tenho esse nível de entendimento), mas no final da HQ são reveladas. Uma delas é sobre a arte pré-rafaelita que nem conhecia e tive que buscar algo mais na net para minimamente entender as intenções na estética escolhida que, no meu pré-julgamento besta e precipitado, tinha recebido em desagrado. Essas notas, no final das contas, são boas por nos apresentarem a novos saberes. Gostei disso na HQ também. Enfim, uma obra que preserva e potencializa a visão sobre o clássico romance de Oscar Wilde. Simples e brilhante.

    1 curtida

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    Avaliações

    4.1 / 8
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas13%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Oscar Wilde profile picture

    Oscar Wilde

    Nasceu em 16 de outubro de 1854 em Dublin, Irlanda. Filho de William Robert Wilde, cirurgião-oculista que servia à rainha. Sua mãe, Jane Speranza Francesca Wilde, escrevia versos irlandeses patrióticos com o pseudônimo de Speranza. Foi educado no Trinity College, Dublin e mais tarde em Oxford. Lá ele recebe a influência de Walter Pater e da doutrina da "arte pela arte". Em 1879, vai para Londres, para estabelecer-se como líder do "movimento estético". Em 1881 é publicada uma coletânea de seus poemas. Em 1882, sem dinheiro, aceita participar de um ano de viagens entre USA e Canadá. Essa viagem lhe rendeu fama e fortuna. Em 1884, casa-se com a bela Constance Lloyd. Com a publicação de "Retrato de Dorian Gray", sua carreira literária deslancha. Oscar e Constance tinham 2 filhos: Cyril e

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    Oscar Wilde