Vermelho amargo -

    Bartolomeu Campos de Queirós

    Global
    2017
    74 páginas
    2h 28m
    ISBN-13: 9788526023369
    Português Brasileiro

    As marcas da infância permanecem no adulto e podem iluminar sua vida ou ser um fardo pesado de conviver. Em Vermelho amargo, prosa poética de cunho autobiográfico, o escritor Bartolomeu Campos de Queirós narra as difíceis memórias afetivas de sua dolorosa infância. Ele, muito cedo, teve que aprender a lidar com a madrasta enquanto ainda sofria com a morte prematura da mãe. “Havia na cidade a madrasta, a faca, o tomate e o fantasma. A mãe morta ressuscitava das louças, das flores, dos armários, das cadeiras, das panelas, das manchas dos retratos retirados das paredes, das gargantas das galinhas.” O escritor revisita, em sua narrativa memorialista, não só seus sentimentos e suas atitudes, mas também dos cinco irmãos, do pai e da madrasta. A mãe, sem dúvida, é a presença mais constante no texto. De extrema delicadeza, contrapõe-se à figura nada terna da madrasta. O romance foi vencedor in memoriam da categoria Melhor Livro do Ano do Prêmio São Paulo de Literatura 2012, promovido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. Um livro curto, mas denso para ler com o coração. Como o próprio autor coloca na epígrafe: Foi preciso deitar o vermelho sobre papel branco para bem aliviar o seu amargor.

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    Erica Vasconcelos23/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    não consigo mais comer tomate sem lembrar dele

    "as fatias delgadas escreviam um ódio e só aqueles que se sentem intrusos ao amor podem tragar." definitivamente no meu top 5 de livros da vida. as descrições do autor são de uma sutileza e sensibilidade que me fez sentir na história, ver com os olhos do protagonista a ponto de sentir o vermelho amargo nos lábios. "sem o colo da mãe eu me fartava em falta de amor. o medo de permanecer dasamado fazia de mim o mais inquieto dos enredos." eu tenho o costume de marcar bastante quando leio, mas foi mais do que eu esperava e do que o tamanho do livro justifique, porque ele é bem curtinho. (pra ambito de curiosidade foram 49 vezes) "ler era meu único sonho viável." me lembrou bastante minha infância por alguns fatores específicos mas nao necessariamente pelos acontecimentos, sabe? a forma como descreve o sentimento, me fazia pertencer a uma vida que não vivi, mas que me sentia da mesma forma. "ser feliz era estar em pecado, eu me culpava e negociava o fingimento de estar infeliz." em suma, é um livro lindo demais e deveria ser obrigatório no ensino médio. "há, sim, outras palavras mais doces que o açúcar."

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