Mistborn: The Final Empire is set in a roughly medieval dystopian future on the world Scadrial, where ash constantly falls from the sky, all plants are brown, and supernatural mists cloud every night. One thousand years before the start of the novel, the prophesied Hero of Ages ascended to godhood at the Well of Ascension in order to repel the Deepness, a terror threatening the world whose true nature has been lost to time. Though the Deepness was successfully repelled and mankind saved, the world was changed into its current form by the Hero, who took the title "Lord Ruler" and ruled over the Final Empire for a thousand years as an immortal tyrant and god. Under his rule, society is stratified into the nobility, believed to be the descendants of the friends who helped him achieve godhood; and brutally oppressed peasantry, known as skaa. Central to the Mistborn world is the presence of magic. The most widely known discipline of magic is called Allomancy, which allows users to gain magical powers by swallowing and "burning" specific metals to gain supernatural abilities. Allomantic potential is a genetic trait concentrated in the nobility, though skaa Allomancers exist due to crossbreeding between the nobility and the skaa. Normal Allomancers have access to one Allomantic power, but an incredibly rare subset of Allomancers, called Mistborn, have access to every Allomantic power.
Mistborn (Mistborn #1) - The Final Empire
Brandon Sanderson
MISTBORN #1: O Império Final
Brandon Sanderson é um daqueles autores que todo mundo me recomendava, mas que por algum motivo eu sempre deixava pra outra hora. Além de Mistborn ele também é autor de Elantris e o recém lançado Coração de Aço, e ambos estão na minha wishlist. Mistborn: Nascidos da Bruma – O Império Final é uma fantasia medieval com um universo mágico extensamente desenvolvido e bem trabalhado. Há uma riqueza revigorante de detalhes e pequenos desdobramentos para cada coisa, e muitos segredos ocultos. A premissa da história parece simples: o herói que quer derrubar o soberano cruel com a ajuda de algum aprendiz, porém toda a trama passa muito longe de ser simples ou comum. O mundo de Mistborn é amplo, extremamente visual e com muita, muita ação. “O medo é a ferramenta dos tiranos. Infelizmente, quando o destino do mundo está em jogo, deve se usar as ferramentas que estão disponíveis.” O primeiro desafio é compreender como a estrutura política e mágica funciona. Temos um soberano imortal, alguém que governa a muitos anos intocável, invencível. Quem é ele, como ele chegou lá, quais são as lendas que datam sua origem e, o grande mistério do livro: como derrotá-lo? Em contra partida temos toda uma estrutura mágica em volta da queima de metais por parte das pessoas que nasceram tocadas pela bruma. Algumas somente manifestam uma habilidade, outra – e mais raras – possuem a afinidade com todos os elementos e, normalmente, possuem sangue nobre. É preciso compreender como cada metal funciona, e o que ele faz para aquele que o queima. Controlar as ações, aguçar os sentidos, e tudo isso vamos descobrimos conforme Vin também vai. A garota, junto com Kelsier, possui o protagonismo na história e, é através de seus olhos que saberemos como tudo se desenrola. Vin é uma personagem excepcional. Ela nasceu podre e teve um crescimento horrível à mercê de seu irmão, que a batia e a tratava como lixo. Como ele era um ladrão, ela se tornou uma também. Entrou para a gangue e, por motivos que nem ela compreende, parece ser capaz de dar “sorte” nas transações e, por isso, é tolerada. O que não impede de lhe agredirem da mesma forma. Quando ela é abordada por Kelsier, se arma de desconfianças. Vin não entende seu comportamento leve ou descontraído, a forma como parece confiar nas pessoas ao seu redor, outros ladrões. No mundo em que ela cresceu, amizade, confiança e bondade não existiam. Tudo o que existia era brutalidade, desconfiança e traição. Mas ela é forte e aos poucos vai ir se abrindo para o novo mundo ao seu redor. Ela também é curiosa, e isso pode levá-la a lugares perigosos às vezes. Vin precisará aprender a desenvolver relações e laços, bem como lidar com o dom que ela possui e que Kell quer lhe ajudar a controlar e aperfeiçoar. “O que pensariam se soubesse que o seu campeão – o Herói das Eras, seu salvador – duvidou de si mesmo?” Kell é sem dúvidas um dos meus personagens mais queridos do ano. Ele é engraçado, confiante, inteligente, compreensível e determinado. Ele já viveu tanta coisa e sobreviveu a tantas outras que não deveria. Ele foi traído, explorado, mas escapou. E agora quer vingança. Seu plano é um longo projeto, e uma estratégia muito difícil de por em prática, mas ele não parece realmente preocupado com isso. Seus objetivos estão muito claros em sua cabeça, mesmo que não estejam claros para o leitor. E, aos poucos, ele vai conseguindo encantar os demais com esses objetivos, motivando todos a entrarem de cabeça em seu plano. Não há envolvimento amoroso em Vin e Kell, caso você esteja pensando isso, aliás, esse é um livro com quase nada de romance, o que é algo ótimo para quem implica bastante com isso, como eu. A relação dos dois é de cumplicidade, amizade e, mais ao fim do livro, irmandade. As descobertas do livro são um jogo de quebra-cabeças. Há, no início de cada capítulo, um trecho de algo que no começo não sabemos bem o que é, mas que conta uma outra história, mais antiga. Pois, para compreender o que é preciso vencer hoje, é necessário descobrir sua origem e que fim realmente teve aquele herói que deveria salvar o mundo, mas que entregou na verdade um mundo cinza e sem vida. A história do livro se passa em aproximadamente um ano e há várias reviravoltas na história que vão moldando ao longo das páginas o destino de cada personagem. As cenas de ação e de uso da alomância dos brumosos e nascidos da bruma são espetaculares e muito visuais. Se você parar por um momento e olhar para as cenas, é possível ver a grandiosidade do que está acontecendo, mesmo que nem sempre seja fácil de visualizar por completo. Mistborn – O Império Final é só o começo de uma história impressionante, mas que já conta com várias surpresas e momentos de choque ao leitor. Sabe aquele “não, isso não pode estar acontecendo”? Pois é, se prepare para encontrá-lo nesse livro mais de uma vez. E, confesso a vocês, deu uma machucadinha em meu coração ver certas coisas acontecerem aqui. Porém, mesmo com tudo isso, ao terminar o livro fiquei com o sentimento de que as coisas poderiam ter um cadencia mais acelerada. Eu sou a defensora dos mundos bem construídos e não tenho medo de calhamaços, mas me pareceu que a história poderia ter andado um pouco mais rápido em alguns pontos, o que dá a sensação de o livro ser um pouco maior do que o necessário. Fora isso, só tenho a recomendar Mistborn para todos os fãs ávidos da fantasia, pois eis aqui uma história para encantar e ser desbravada.
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