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    Memórias de um Rato de Hotel -

    João do Rio

    Dantes
    2000
    298 páginas
    9h 56m
    ISBN-10: 8586488100
    Português Brasileiro
    3.8
    26 avaliações
    Leram49Lendo4Querem63Relendo1Abandonos0Resenhas2
    Favoritos3Desejados63Avaliaram26

    "Em uma dessas buscas peguei um livro com uma capa muito feia, mas com um título que me chamava a atenção: MEMÓRIAS DE UM RATO DE HOTEL - de autoria de um Dr. Antônio; o nome do autor não me interessava mas o título era curioso, porque então não sabia o que significava "rato de hotel". Na capa, uma assinatura/rabisco que me pareceu ser de Francisco Prisco, e logo a seguir uma página de papel diferente em que li, surpreso: "O autor deste livro é João do Rio"…" (Plinio Doyle) Dr. Antonio foi um célebre ladrão da Belle Époque que ficou famoso por seus roubos inteligentes em diversos hotéis, onde se hospedava com identidades diferentes. O verdadeiro nome do Dr. Antonio era Arthur Antunes Maciel, gaúcho de família respeitável levado ao crime por um destino atroz: não resistir à vida fácil e ao amor das mulheres. Suas histórias são picarescas e dotadas de muita esperteza. É um relato de extrema sinceridade, narrado por ele mesmo, quando estava preso na Casa de Correção, um ano antes de sua morte, aos 43 anos. Dr. Antonio viajou por todo o Brasil. Há casos em hotéis de Petrópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Bahia, Santos, Londrina, etc.

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    Felipe Manhães picture
    Felipe Manhães17/12/2008Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Impressões além da capa

    O livro conta parte da vida de Artur Maciel, homem de classe média-alta, bem educado, inteligente, mas que não queria seguir a profissão que seu pai desejava. Vivendo de luxúria e cercado de todo o tipo de gente, acabou entrando pro mundo do "crime", envonvendo-se em furtos, em sua grande maioria, hóspedes descuidados nos mais variados hotéis do Rio de Janeiro, São paulo, Belo Horizonte, Salvador... Traz passagens de alguns de seus grandes momentos, seja na gatunagem, seja com amores efêmeros ou mesmo nas várias incursões à cadeia. De modo irreverente, Artur Maciel, transformado em Dr. Antônio nas horas de crime, conta como praticava seus furtos, utilizando várias identidades, nomes e profissões variadas, mantendo-se sempre afastado das suspeitas. Por sempre aparentar muita classe e devido aos truques que, em geral, lhe afastavam da lista de possíveis culpados, se esquivava sabiamente das investidas policiais, correndo de um hotel pro outro, "fazendo" (=roubando) seus hóspedes. Narrado pelo próprio Artur, o texto apresenta características das cidades por onde passou: do comércio aos tipos de transporte usados, das casas noturnas existentes aos hábitos da época; trazendo à tona a inocência de um tempo já perdido. Sua narrativa se utiliza de termos e estruturas hoje em desuso, ao mesmo tempo que esclarece origens de algumas expressões e gírias comuns atualmente. Comprei por acaso qdo, numa livraria em Botafogo, a capa e o título deste livro me chamaram atenção (parece um pouco com a resenha oficial do livro, mas é coincidência, pois foi exatamente assim). O balconista recomendou, eu acreditei.

    1 curtida

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    3.8 / 26
    • 5 estrelas31%
    • 4 estrelas27%
    • 3 estrelas31%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas4%
    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto profile picture

    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto

    João do Rio foi o pseudônimo mais constante de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca, que também usou como disfarce os nomes de Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude, etc., nada ou quase nada escrevendo e publicando sob o seu próprio nome. Foi redator de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um diário que dirigiu até o dia de sua morte, "A Pátria". Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos", "Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar", "A Alma Encantadora das Ruas"

    30 Livros
    32 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto