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    Confissões de uma máscara -

    Yukio Mishima

    Companhia das Letras
    2004
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-10: 8535904794
    Português Brasileiro
    4.1
    1295 avaliações
    Leram1788Lendo172Querem2256Relendo1Abandonos50Resenhas185
    Favoritos136Desejados2256Avaliaram1295

    A obra-prima de Yukio Mishima em nova tradução. Autobiográfico, o romance conta a história de um adolescente que, no Japão da Segunda Guerra, descobre a própria homossexualidade. Por detrás da máscara com que encobre sua natureza, porém, ele sabe que não corresponde aos padrões convencionais e que terá de enfrentar conflitos e preconceitos. Koo-chan vive um momento de conflito interior no Japão do entreguerras. No começo da adolescência, tem fantasias que combinam impulso sexual e violência sadomasoquista, desejo e morbidez. O rapaz chega a imaginar um ''teatro da morte'', em que jovens lutadores se enfrentariam como gladiadores, exclusivamente para êxtase do próprio Koo-chan. À medida que avança na adolescência - e a Segunda Guerra Mundial se desenrola -, o rapaz tenta se interessar por mulheres, entre as quais Omi e Sonoko. Por detrás da máscara de ''normalidade'', porém, ele sabe que sua orientação sexual não corresponde aos padrões convencionais. O protagonista empreende, aos poucos, uma viagem interior de descoberta e construção da própria identidade. Confissões de uma máscara (1949) é um dos livros mais importantes de Mishima - pseudônimo de Hiraoka Kimitake (1925-1970). O autor foi grande admirador das tradições milenares da cultura de seu país. Em 1970, cometeu o suicídio ritual dos samurais: rasgando o ventre com uma espada.

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    Bookster Pedro Pacifico picture
    Bookster Pedro Pacifico11/04/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Confissões de uma máscara, de Yukio Mishima

    Escrito na década de 40, Confissões de uma máscara é um clássico da literatura japonesa e uma narrativa marcada por conflitos. Há conflitos externos, tendo em vista que a narrativa se passa em parte no Japão durante o período entreguerras e a 2ª Guerra Mundial. No entanto, o livro é marcado, sobretudo, pelos conflitos internos do protagonista, já que o leitor vai acompanhar as angústias e a dificuldade de aceitação de um jovem com sua orientação sexual. Senti como se estivesse lendo um romance de formação. Já na escola, o protagonista percebe e passa a sofrer por não se sentir atraído pelas garotas. Apesar de não ter maturidade para se entender como um homem gay, o personagem narrador compartilha com o leitor as suas próprias dúvidas. Confessa os “pecados” do que sente. E é nesse processo de construção da própria identidade que o protagonista começa a construir uma máscara, por trás da qual se esconde. Uma máscara que mostra para o mundo externo o que a sociedade quer ver! É uma escrita bem introspectiva, mas para mim fluiu muito bem. Por ter vivido uma infância e juventude por trás de máscaras, me identifiquei com o personagem em diversas passagens. Muitas mesmo! Mas acredito que o livro também seja muito interessante para quem não se identifique diretamente com os conflitos do narrador, pois conseguirá compreender a dificuldade que é lutar contra a própria orientação sexual. Importante lembrar que o livro foi escrito na década de 40, quando o tema da homossexualidade ainda era tratado de forma muito diferente. Por isso, não espere discussões tão explícitas e atuais sobre o tema! Por outro lado, o texto estava muito a frente do seu tempo e, com certeza, repercutiu na sociedade. Além disso, escrito enquanto o autor tinha apenas 22 anos, o livro apresenta um aspecto fortemente autobiográfico. Mishima foi uma figura adepta às tradições milenares da cultura japonesa e sua morte está cercada de muita polêmica. Antes de completar 50 anos, o escritor cometeu o suicídio da mesma forma que os samurais faziam: usou uma espada contra o próprio ventre. Nota: 9/10

    99 curtidas

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    Avaliações

    4.1 / 1295
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas1%
    Kimitake Hiraoka profile picture

    Kimitake Hiraoka

    Grande admirador das tradições milenares da cultura japonesa, especialmente da conduta virtuosística dos samurais, Yukio Mishima - pseudônimo de Hiraoka Kimitake - viveu a literatura como se fosse parte indissociável de sua existência. Além de romances, escreveu também poemas, ensaios e peças teatrais. Crítico contumaz da degradação do Japão moderno, permaneceu sempre em luta pela retomada dos valores clássicos do seu país, até cometer o suicídio, em 1970. Sua morte é emblemática de como, para ele, arte e vida não se separavam: depois de rasgar o próprio ventre com um sabre, foi decapitado por um de seus discípulos, de acordo com a tradição samurai. É um dos escritores japoneses mais conhecido do mundo ocidental, tendo sido indicado três vezes ao Prêmio Nobel de Literatura.

    61 Livros
    215 Seguidores
    Honshu, Japão

    Kimitake Hiraoka