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    A abolição do homem [Edição especial] -

    C. S. Lewis

    Thomas Nelson Brasil
    2017
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-10: 8578601890
    Português Brasileiro
    4.1
    4359 avaliações
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    Surprendente e profético, A Abolição do Homem é um dos livros mais debatidos de C. S. Lewis. Nas poucas porém densas páginas desta obra, o célebre autor britânico defende a moralidade absoluta e os valores universais, além de expor as consequências da falta desses princípios na sociedade. Em linhas gerais, é um livro que se levanta contra o relativismo moral tão presente em nosso século (o livro foi publicado pela primeira vez em 1943, no contexto da 2ª Guerra Mundial). Criticando os argumentos dos relativistas, a obra alerta para os perigos de questionar os valores morais objetivos, comuns a todas as culturas, sem os quais os seres humanos correm o risco de perder a humanidade. Com bases sólidas e profundas, Lewis mostra que a tentativa de abolir a moralidade equivale, no fim, a abolir o próprio homem, e convida os leitores a não se renderem à tendência relativista que permeia a sociedade contemporânea.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira06/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de A Abolição do Homem

    Com um conturbado inicio, o século XX foi rapidamente engolido por grandes governos ditatoriais os quais massacravam e roubavam qualquer um em seu caminho. O ideal maquiavélico de “os fins justificam os meios” tomou a Europa e talvez o mundo. Alguns homens traiam seus países por medo ou dinheiro, outros, enxergava sua pátria como um deus o qual deveria ser adorado por meio de sangue e violência. Nesse contexto, com sua primeira data de publicação em 1943, A Abolição do Homem, de C.S Lewis, tem como tema a relativização ética e moral do ser humano. Após receber um livro didático destinado aos jovens do ensino médio o qual tem em si, de forma implícita, uma ideologia empirista, um dos mais influentes autores cristãos dos últimos tempos se propõe a fazer uma crítica direta aos vícios da era contemporânea os quais estão tão presos aos relativismos da forma certa de conduta. À vista disso, com cerca de 110 páginas, a escrita é dividida em três capítulos: Homem sem peito, O caminho e A abolição do homem. E um apêndice o qual reúne regras e valores diversos de religiões. Dito isso, o líquido da obra tem cerca de 80 páginas de uma dura e racional oposição aos subjetivismos. Por meio de varias divagações sobre as consequências do condicionamento das bases éticas a algo abstrato, o autor não se abstém de longos de desenvolvimentos até demonstrar o porquê de suas conclusões, como, por exemplo, “Criamos os homens sem peito e esperamos deles a virtude e a iniciativa. Zombamos da honra e ficamos chocados ao encontrar traidores em nosso meio”. Dessa forma, há um ataque liquidante através de analogias e contextualizações, além de maneira brilhante, demonstrar o quão perigosa é essa falsa noção de mundo relativo e como ela já afetou e poderá afetar toda a forma de se viver em sociedade. A Abolição do Homem foi a minha primeira obra de Lewis, li com a intenção de ter um tempo descontraído e sequer olhei a sinopse antes de começar. Ledo engano. Por muitas vezes me perdi e fui frustrado por não compreender bem. Apesar disso, depois de esforço e persistência, as ideias começam a se encaixar de forma mais natural e a leitura toma um novo tom mais ameno. No final, por incrível que pareça ficamos com uma forte vontade de continuar a ler mais sobre o tema. Portanto, apesar do tamanho diminuto da obra, A Abolição do homem é talvez uma das escritas mais complexas de Lewis. Entretanto, essa complexidade justifica-se como necessária, pois ao fim, tem-se um total entendimento daquilo pretendido pelo autor e não sobram brechas teóricas ou argumentos rasos. Como consequência disso, recebe-se um presente de retórica a qual poderá ser usada em diversos momentos ao longo da vida. Um ótimo livro para aqueles em busca de um tema atual e complicado o qual estará sempre, de forma implícita, presente nos debates, sejam eles políticos, religiosos ou familiares. Para mais resenhas, acesse: aprendilendo.com.br

    122 curtidas

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    4.1 / 4359
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Clive Staples Lewis  profile picture

    Clive Staples Lewis

    Clive Staples Lewis nasceu na Irlanda, em 1898. Em 1954, tornou-se professor de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge. Foi ateu durante muitos anos e se converteu em 1929. Essa experiência o ajudou a entender não somente a indiferença como também a indisposição de aceitar a religião. Suas obras são conhecidas por milhões de pessoas no mundo inteiro. A abolição do homem, Cartas de um diabo a seu aprendiz, Cristianismo puro e simples e Os quatro amores são apenas alguns de seus bestsellers. Escreveu também livros de ficção científica, de crítica literária e para crianças. Entre estes estão As Crônicas de Nárnia, sucesso mundial absoluto. C. S. Lewis morreu em 1963, em sua casa em Oxford.

    164 Livros
    7.215 Seguidores
    Irlanda do Norte, Reino Unido

    Clive Staples Lewis