Aventuras na História Nº 173 (Outubro de 2017) - Cristianismo Dividido

    não informado

    Caras
    2017
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    - Reforma Protestante - Arte Grega na Asia - William Turner, gênio romântico - Laika, A cadela espacial - As 10 mortes mais insólitas

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    R .23/01/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ô lastima! Deixei passar essa edição nas bancas e esperava encontra-la para download, mas até hoje, só na vontade... Então vou usar a super-bat-técnica de alguém que conheço, até que de alguma forma consiga a revista, pois já estou na leitura da edição seguinte: RESENHA POR FAZER (KKK! Técnica da espera) _________________________ Em 23/01/2018 Demorou, mas veio! A leitura foi muito interessante, principalmente na matéria de capa. O texto privilegiou o desenvolvimento histórico, com olhar imparcial na trajetória da Reforma Protestante. O movimento se estabeleceu gradualmente, não encerrando seus ideais apenas em Lutero, como imaginam muitos. Ele teve acertos e erros. Coisas que, com a investigação bíblica, podemos dizer que foram reformadas também (como o apego que tinha à imagens). A primeira coisa interessante é que Lutero buscava reformulação no catolicismo e não criar uma religião que, diga-se de passagem, não criou, mas valorizou volta ao sentido original do que a Bíblia ensina. A valorização do texto bíblico é o segundo aspecto. Não é a vontade de fulano ou ciclano, mas a percepção do que a Escritura nos ensina. Isso lembra Atos 17:11, sobre os bereanos, coisa inimaginável no contexto do cristianismo que se vivia. O mais importante na Reforma não foi a pessoa de Lutero ou Calvino e outros, mas a centralização bíblica na busca de cada um e da revelação de Deus. O texto faz perceber que a Reforma não foi só por conta das famigeradas indulgências. Tem muita coisa que descobrimos quando se fala em cristianismo e o que a Bíblia aborda. A justificação pela fé, por exemplo. Também gostei da percepção de que as indulgências, no meio católico, permaneceram, mas transformadas em outra coisa. É a questão da penitência. Por favor! Não é um tanto de oração dessa e daquela que justifica o homem. Achei esse paralelo interessante com a atualidade. Isso é tradicionalismo e não ensino bíblico. Já, nas igrejas evangélicas, tem sido dada uma importância e valorização a doutrina da prosperidade, falando-se até mais do que outras coisas da vida cristã. Não concordo com isso, pois é também um tipo de indulgência, como se o homem quisesse criar uma moeda de troca com a bênção de Deus. Ora, por favor! Assim como repudio a penitência nos moldes romanos, também repudio a busca de Deus em um tipo de escambo em que a pessoa dá seu dinheiro como se fosse isso que garantisse a bem-aventurança. Isso não é ensino bíblico original, desvirtuando-se algumas coisas para atender interesses egoístas. É também indulgência. Enfim, a reportagem seria mais rica se também dedicasse algumas linhas sobre a esposa de Lutero: Catarina de Bora. Muita gente nem sabe como foi que aconteceu o casamento e acredita em várias coisas irreais. Essa mulher foi tão revolucionária quanto ele e a revista poderia trabalhar o assunto em outro momento. Gostei também da reportagem sobre "Aracy Moebius de Carvalho", uma heroína através da disposição humanista. O diferencial é que trabalhava na burocracia de vistos a estrangeiros, não cedendo à orientação do Vargas para impedir a entrada de judeus no país, na época da guerra. Tinha até lei, ela poderia ser presa, mas falou mais alto o humanismo e ela em segredo permitiu o visto e vinda de muitos judeus. Em Israel foi reconhecido seu heroísmo e determinação. Mas olha! Quer dizer que localizaram a antiga cidade de Betsaida! Gostaria de ver em um documentário. É uma das cidades de registro bíblico, onde Pedro nasceu. Curiosas também as considerações sobre o puritanismo (sexo pós casamento). No texto, repressão religiosa e interesses pessoais de outrem foram determinantes. Para o autor, certamente, tudo é corrupção e nem passou pela cabeça escolha de vida também. Que extraordinárias as armas indianas de combate corpo a corpo! Sempre pensei que o ápice de criatividade disso estava na ciência romana dos gladiadores, mas as armas mostradas também são formidáveis e exóticas. Urumi (mistura de chicote e espada), Pata (no estilo Wolverine), Katar (essa tinha visto no programa "Desafio sob Fogo", no History), mas a que pareceu mais incrível e mítica é a Chakram (disco que faz sucesso na cultura mangá). E as mortes insólitas, hein! Sem dúvidas, a do grego Ésquilo foi das mais inusitadas. Morreu quando foi atingido por uma tartaruga, atirada por águia que passava (certamente confundiu sua careca com uma pedra). E outras pequenas curiosidades para prazerosa leitura.

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