Los Indiferentes -

    Alberto Moravia

    Debolsillo
    2010
    320 páginas
    10h 40m
    ISBN-13: 9788497935500
    Espanhol

    Los indiferentes fue la primera novela publicada por Moravia —en 1929, cuando contaba solamente veintidós años— y le procuró súbita fama y gran prestigio entre la crítica. Los rasgos dominantes de su obra (el minucioso análisis de la conducta humana, la condena de la abulia moral y la consiguiente indiferencia cívica de sus compatriotas) no están simplemente anunciados en esta novela: están, ya, plasmados en una narración y en personajes definitivos, memorables. Relato amargo, pero fascinante por la lucidez con que diseca el desolado tedio de sus criaturas, Los indiferentes refleja el destino de una generación que asistió a la ascensión del fascismo, con disgusto pero sin lucha, resguardada en la conciencia de su impotencia. Los valores formales, la infalible certeza para caracterizar psicologías, situaciones, ambientes: las virtudes admiradas en La romana, en El aburrimiento, en sus narraciones breves, son las que confieren a esta primera novela un lugar primordial en la obra de Moravia, además del interés testimonial que los años acrecieron. Ya en ella revela el autor esa necesidad vital que —según el destacado crítico e historiador literario Francesco Flota— es la de descubrir, bajo las hipocresías de la vida, bajo las apariencias ilusorias y las evasiones líricas, el aparato de las mentiras, sin aceptar que se pretenda dar una cosa por otra.

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    jota 1128/09/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BOM: um Moravia jovem, com alguns pequenos defeitos, mas já exibindo o talento de grande autor italiano do século XX

    Lido entre 20 e 27/09. Avaliação da leitura: 3,8/5,0 Alberto Moravia (1907-1990), tinha apenas 22 anos quando escreveu Os Indiferentes, uma das obras mais importantes de sua carreira, juntamente com Agostino (1945), O Conformista (1947), A Ciociara (1957), Vidas Vazias (1960), 1934 (1982). Essa história traz cinco personagens que se comportam como se estivessem atuando numa peça de teatro; muito pouca ação se desenvolve fora de salas e quartos e em cada cena os diálogos são bastante extensos e quase sempre crispados, por vezes dramáticos mesmo. Em vários trechos o estado de espírito dos personagens é traduzido diretamente através do que eles pensam, conversam consigo mesmos (introspecção). Os pensamentos são antecipados, quer dizer, são revelados antes que os personagens façam ou digam alguma coisa, reajam com indiferença aos fatos ou às afirmações ou questionamentos dos outros. Eles quase sempre acabam não realizando o que pensam, deixando-se levar pelos outros ou pelos acontecimentos (inação). Há especialistas que enxergam nesse romance uma obra precursora de uma espécie de “existencialismo literário” que, cerca de 15 anos depois, teria em Sartre seu principal autor. Os Indiferentes foi publicado em 1929. E nele Moravia retrata o comportamento de uma típica família da burguesia romana de antes do surgimento do fascismo. Estão presentes nessa história alguns temas que irão percorrer toda sua obra depois: sexo, dinheiro, tédio, alienação. Tudo se passa em apenas três dias, como se esse tempo correspondesse aos atos de um drama teatral com essa mesma divisão. Primeiro conhecemos os personagens, depois a trama em que estão envolvidos e finalmente caminhamos para o desenlace. Leo, o amante de Mariagrazia, uma viúva financeiramente arruinada, tenta seduzir Carla, filha dela e também ficar com a mansão hipotecada onde as duas e Michele, o outro filho, residem; o rapaz é pouco mais que um adolescente, imaturo como a irmã. Carla parece não ver saída para sua situação senão tornar-se amante do amante da própria mãe; ingenuamente Mariagrazia supõe que Leo vem se comportando como um pai para Carla. Michele, por sua vez, se envolve com Lisa, a ex-amante de Leo, bem mais velha do que ele e frequentadora assídua da casa de Mariagrazia. Elas são amigas, mesmo que Mariagrazia lhe tenha roubado o amante anos atrás. O inescrupuloso Leo parece ser o único personagem que sabe o que quer, que não é indiferente à realidade que o cerca, ao contrário dos demais. Tem em Michele um crítico e opositor: o rapaz acusa Leo de querer se apoderar dos bens da família e também sabe de seu caso com a irmã. Discutem frequentemente; próximo do desenlace Michele decide deixar de ser indiferente, compra um revólver e diz a Lisa que irá à casa de Leo matá-lo. Cometerá o crime?

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