Os Meus Romanos - Alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil

    Ina Von Binzer

    Paz E Terra
    2017
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788577533756
    Português Brasileiro

    A alemã Ina von Binzen (ou Ulla von Eck, seu pseudônimo) passou três anos entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Aos 22 anos, contratada para educar sete dos doze filhos de uma família no interior do Rio de Janeiro, trabalhou em um colégio de moças, na residência de uma tradicional família paulistana e em uma fazenda de café no interior da província. Através de uma série de cartas escritas à sua amiga Grete, entre 1881 e 1883, em que alia a qualidade literária à agudeza da observação, Von Binzer fornece-nos depoimentos de raro interesse sobre a vida de nosso país na segunda metade do século XIX. São considerações sobre problemas, os mais variados, tais como a escravidão e a abolição; a forma de educação das crianças brasileiras ricas contrastada com a rigidez dos hábitos germânicos; as festividades que não podia compreender neste país tão diverso de sua pátria, como um Carnaval que encharcava qualquer transeunte de água e polvilho; sua desambientação inicial no Brasil, que levou-a a desabafos, embora reconhecesse a gentileza de nosso povo e a beleza de nosso país; a saudade que sentia de sua terra, com usos e costumes que eram seus e que não conseguia substituir por outros – que tantas vezes não eram por ela aceitos ou compreendidos. Romance epistolar, retrato de um Brasil monarquista, matéria para discussão sobre as mulheres, Os meus romanos vem sendo descoberto por leitores diversos desde sua primeira edição brasileira, em 1956. Amadas ou não, estas cartas alemãs são, sem dúvida, fundamentais para compreender um Brasil de outros tempos – que diz muito sobre a pátria que nos tornamos

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    Lays Regina12/08/2012Resenhou um livro
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    Diário de uma alemã no Brasil

    O livro "Os meus Romanos: Alegrias e tristezas de uma educadora alemã no Brasil", traz as experiências vividas por Ulla, pseudônimo de Ina Von Binzer, que vem para o Brasil em 1881, contratada por uma família brasileira que residia no Rio de Janeiro, provavelmente, divisa com São Paulo. O livro, pode ser considerado como um diário de cartas, em que Ulla, escreve para sua amiga Grete na Alemanha. O conteúdo dessas cartas são situações que ao olhar de Ulla, descreve o povo brasileiro e seus costumes. Assim como, as experiências que o Brasil vive, de uma sociedade escravista, embora, perto de ser extinta. No século XIX, o patriotismo estava no auge, e a professa alemã, revela o seu ser patriota no decorrer das cartas escritas a sua amiga Grete, sempre se lamentando por está distante de sua pátria. "É muito belo um país estranho, mas nunca se tornará sua pátria." (p.128) Mas, algo que me chamou atenção, foi a sensibilidade com a qual Ulla, revelou ter com um sistema escravista. Se tornando contrária a essa "chaga" presente no Brasil Oitocentista, ela se torna uma abolicionista assumida nas cartas que escreve para sua amiga Grete. Manifesta seus sentimentos de indignação quanto a situação dos escravos, ao mesmo tempo que demonstra sua preocupação com "o que será dessa gente, com o fim da escravidão que caminha a passa largos?" O livro Meus romanos, traz consigo várias características que revelam um pouco do Brasil Oitocentista. Muitas vezes a autora se torna cômica, outras tantas vezes, revela-se altamente dramática, por seu patriotismo e sua melancolia sofrida por está distante da sua pátria. Mas, a Ulla consegue surpreender o leitor com seus tantos sentimentos, talvez até imprevisíveis, que revela a construção de um país, realizada por mãos escravizadas... e mesmo com tantas contradições, faz "O Brasil lindo de verdade!"

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