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    A Gaia Ciência -

    Friedrich Nietzsche

    Editora Lafonte
    2017
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-13: 9788581862439
    Português Brasileiro
    4
    84 avaliações
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    A Gaia Ciência é uma das obras mais lidas de Nietzsche. O nome remete à língua usada pelos trovadores medievais na qual "gaya scienza" seria algo como "alegrar saber". É uma reflexão sobre a busca do conhecimento, com afiada crítica aos caminhos trilhados pelo homem para alcançar a verdadeira ciência. Neste livro já aparecem três importantes marcas de sua produção: a morte de Deus, a ideia do eterno retorno e a imagem mítica de Zaratustra. Trata-se de leitura fundamental para entender a visão de mundo aprofundada pelo filósofo nos títulos posteriores.

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    Otavio Paes06/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A Gaia Ciência, escrito em 1882, é uma das obras mais famosas de Nietzsche. O nome remete à língua usada pelos trovadores medievais, na qual " gaya scienza" seria algo como " alegre saber". Gaia, também pode ser entendido no sentido da mitologia grega, como símbolo da fertilidade, criatividade. Neste livro já aparecem três marcas importantes de sua produção: a morte de Deus, a imagem mítica de Zaratustra e a ideia de eterno retorno. No prefácio, Nietzsche diz: " Transborda de gratidão, como se a coisa mais inesperada se tivesse realizado: é a gratidão de um convalescente"; isto é, ele escreveu quando havia recuperado sua saúde. Ainda no prefácio, ele se questiona se a filosofia, de uma maneira geral, não foi até agora um mal-entendido do corpo; aqui ele está tentando superar um dualismo presente na filosofia, desde Sócrates e Platão, que procura dissociar o corpo e a alma; pois oque se baseia a filosofia, principalmente na tradição socrático-platônica, é que a razão deve ser isenta das paixões, os sentidos não devem influir na razão. Essa dicotomia que a tradição fez, para ele, é uma má interpretação dos processos do corpo. Para ele, nossa natureza física e psicológica, têm relação com nossa forma de pensar; todo conhecimento tem raiz no corpo. Há também uma tentativa de aproximar filosofia e arte. Nietzsche se opõe ao essencialismo platônico, que é a ideia de que no mundo aparente há um véu que encobre uma suposta essência por detrás das coisas. Olhe sua afirmação: "O "mundo verdadeiro" e o "mundo aparente"- leia-se: o mundo forjado e a realidade." Então ele faz o contraponto, se apegando a aparência em detrimento da essência. Faz uma transvaloração; não interessa a ele desqualificar os valores, mas sim transvalorar, mudar. Ele aproxima sua filosofia com a arte exatamente nesse aspecto, pois ele não está preocupado em descobrir, desvelar algo, interessa para ele criar; até porque ele não acredita em verdades absolutas. Então uma vez que não há essa verdade, ele vai procurar uma filosofia que enalteça a capacidade criativa. Inclusive o eterno retorno é apresentado como uma proposta existencial hipotética ao leitor, e a morte de Deus em parábola; já em Zaratustra ele nos traz uma obra fictícia, poética e com uma linguagem altamente metafórica. E também Nietzsche já chegou a dizer que a vida poderia se redimir pela arte, pelo belo; a vida como uma obra de arte, como uma performance, uma música que se tirar uma nota estraga.

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    Friedrich Wilhelm Nietzsche

    Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha numa cidade conhecida por Röcken. A sua família era luterana e o seu destino era ser pastor como seu pai. Nietzsche perde a fé durante a adolescência, e os estudos de filologia combatem com o que aprendeu sobre teológia: Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a sua vocação filosófica cresce. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia. Durante dez anos desenvolveu a sua filosófia em contacto com pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, N

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    Friedrich Wilhelm Nietzsche