A cidade Intos, onde todos são feitos de fogo, durante um período bem chuvoso se refugiou nas cavernas abaixo da terra.
Aproveitando-se do medo e ignorância do povo, o totalitário "Barão" prega um discurso ilusório de "bem estar" enquanto oprime à todos.
Nü é um jovem imperativo e um tanto diferente devido não somente a sua cor azul que destaca em meio ao vermelho de todos moradores de Intos, mas também pela insatisfação com a gestão atual.
Ao mesmo tempo ele nutre uma paixão por uma jovem da mesma cidade, por sinal, essa relação dos dois foi muito bem desenvolvida, cativa o leitor.
Temos aqui um ambiente bem similar a Inglaterra no período inicial da Revolução Industrial, há diálogos bem intensos sobre lutas de classes e preconceito.
Mas isso não consegue tornar o roteiro especial, muito pelo contrário tudo se mantém no lugar confortável do "mais do mesmo".
Outro ponto que me desagradou foram os erros ortográficos, gera um certo desconforto se deparar com eles no meio de uma continuidade de pensamentos e ideias.
Todavia, acredito que esses probleminhas serão sanados e o "mais do mesmo" só foi um pontapé inicial do Rapha, há um viés mais crítico, plantado como sementinhas ao decorrer da hq.
O ponto alto do trabalho, ao meu ver, é a arte e colorização, é linda, tem ritmo e é bem eficiente dentro do contexto, a arquitetura é desenhada e realçada de forma muito única e muito bem feita! Chama a atenção, sem dúvidas! Apreciar a arte foram os momentos que obtive maior imersão na história!
Enfim, eu gostei da hq, mas fiquei desapontada na maioria das vezes durante a leitura.