Cordel biográfico sobre Corisco, o último grande representante do cangaço, morto pelo tenente Zé Rufino em 1940, dois anos após a morte de Lampião.
Vemos os seguintes aspectos:
- O contexto de violência e de injustiças sociais.
- Corisco entrando no banditismo em busca de refúgio.
- A vida pregressa em que foi soldado.
- Lampião e Corisco formando dois bandos, mas preservando a amizade, como estratégia de despistamento das volantes.
- O casamento com Dadá a partir do sequestro quando ela tinha 13 anos.
- Após a morte de Lampião, a vingança contra os supostos delatores (mandando as cabeças para Zé Rufino).
- Morte na juventude, aos 28 anos, numa emboscada em que Dadá sobreviveu (perdendo uma perna) e ele foi metralhador (o que fez as tripas saírem).
- Ênfase mítica, como o mais valente e cruel cangaceiro.
A leitura é rápida, curiosa e instigante.
"Se entreeeeeeeeeeega, Coriiiiiiiiiiisco!
Eu não me entrego, não!
Eu não sou passarinho pra viver lá na prisão!
Se entreeeeeeeeeeega, Coriiiiiiiiiiisco!
Eu não me entrego, não!
Não me entrego ao tenente, não me entrego ao capitão!"