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    Reforma ou revolução? -

    Rosa Luxemburg, Rosa Luxemburgo

    Expressão Popular
    2009
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-10: 8587394045
    Português Brasileiro
    4.4
    283 avaliações
    Leram494Lendo63Querem954Relendo3Abandonos13Resenhas29
    Favoritos21Desejados954Avaliaram283

    "O capitalismo se torna, cada vez mais, um sistema organizado, capaz de banir conflitos e crises. Para que, então, falar em revolução?". Quem ainda não ouviu essa cantiga, martelada todos os dias pela classe dominante e suas crias? Este texto de Rosa Luxemburgo, publicado em 1900, é uma arrasadora crítica da sempre repetida tese de que a revolução é desnecessária, pois se poderia chegar ao socialismo através de reformas graduais do capitalismo. Este texto, escrito em 1900, tornou-se fonte de argumentos e de compreensão da dialética marxista à nova realidade que surgia, assim como importante crítica ao revisionismo e à reforma social tida como plataforma da luta de classes.

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    João Prates picture
    João Prates17/04/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Com atualidade e precisão espantosas, Rosa refuta sistematicamente a teoria reformista de Bernstein. Algumas passagens fazem-nos quase tirar a autora por clarividente; não se tratasse, é claro, pura e simplesmente da acuracidade típica e natural de um materialismo apurado. Não é um texto difícil, intermediário, no máximo. A riqueza da argumentação e da exposição revela categorias fundamentais para pensar o marxismo. Recomendo muito fortemente!

    26 curtidas

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    4.4 / 283
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    Rosa Luksemburg profile picture

    Rosa Luksemburg

    Nascida em 5 de março de 1871 em Zamość, pequena cidade polonesa então ocupada pela Rússia, Rosa foi a quinta filha de uma família judia emancipada e culta. Iniciou sua militância no movimento operário (ilegal) em Varsóvia, onde frequentou o liceu para moças, e antes dos dezoito anos teve de fugir por conta da perseguição política, refugiando-se na Suíça. Em Zurique, estudou Ciências Naturais, Matemática, Direito e Economia Política, e com 22 anos fundou, com Leo Jogiches, Julian Marchlewski e Adolf Warski, a Social-Democracia do Reino da Polônia (SDKP). Em 1897 defende doutorado sobre desenvolvimento industrial da Polônia e um ano depois muda-se para Berlim, onde passa a militar na socialdemocracia alemã (SPD). Ganhou projeção neste meio marxista alemão em 1899, com a publicação de um ensaio contra o teórico socialista Eduardo Bernstein, amigo pessoal de Engels e executor do testamento de Marx, intitulado Reforma social ou revolução?. Neste artigo, até hoje bastante conhecido e difundido, Luxemburgo questiona os argumentos de que o capitalismo atingira um desenvolvimento tal que impediria crises e levaria a possibilidades de transformação meramente por iniciativas institucionais e pacíficas. A radionovela ROSA LUXEMBURGO, produzida pelo MST e a Fundação Rosa Luxemburgo Durante dez anos, entre 1904 e 1914, Rosa Luxemburgo representou o partido socialdemocrata polonês e lituano, como passou a se chamar a entidade após 1900, no Bureau socialista internacional em Bruxelas. Em 1906 viajou clandestinamente para Varsóvia a fim de colaborar com a revolução russa iniciada um ano antes, e foi detida junto com Jogiches, passando quatro meses na prisão. Em sua volta à Berlim, sua defesa da greve de massas como instrumento contra o capitalismo já ocupava lugar central em suas intervenções políticas e teóricas. Entre 1907 e 1914 foi professora da escola de quadros do partido socialdemocrata alemão, sendo deste período a elaboração de obras como A acumulação do capital (1913) e Introdução à economia política (1925). Juntamente com outros companheiros de partido, como Clara Zetkin e Karl Liebkbnecht, articula em 1914 o Grupo Internacional em protesto à aprovação de créditos de guerra por parte da socialdemocracia, convertida aos esforços militares e nacionalistas do período. Em 1918 o grupo passaria a se chamar Liga Spartakus, organização que encabeçaria uma tentativa de revolução na Alemanha. Acusada de agitação antimilitarista, Luxemburgo ficou presa durante um ano entre 1915 e 1916 e por mais alguns meses logo em seguida. Na prisão escreveu A crise da socialdemocracia (1916) e A Revolução Russa, na qual se contrapõe a alguns aspectos dos bolcheviques russos dos quais ela discordava. Foi libertada em 8 de novembro de 1918, no início da revolução alemã. Na virada de 1918 para 1919 participa da fundação do Partido Comunista Alemão (KPD) e em janeiro deste ano é presa junto com Karl Liebknecht no que foi conhecido como a “insurreição de janeiro”. Ambos são assassinados em 15 de janeiro de 1919 por tropas do governo. Rosa Luxemburgo tinha 48 anos. De acordo com periodização proposta por Isabel Loureiro, uma das principais especialistas latino-americanas no pensamento de Luxemburgo, sua obra teórica pode ser dividida em duas períodos: o primeiro que vai de 1891 a 1914, que tem como fio condutor a criação, o apogeu e o desmoronamento da Segunda Internacional, e um segundo que vai de 1914 a 1919 e que foca-se inicialmente na crítica à Primeira Guerra e depois na análise das revoluções russa e alemã.

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    Rosa Luksemburg