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    The Sound and the fury -

    William Faulkner

    Vintage
    2011
    475 páginas
    15h 50m
    ISBN-10: 197432009X
    4.4
    3027 avaliações
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    The Sound and the Fury is the tragedy of the Compson family, featuring some of the most memorable characters in literature: beautiful, rebellious Caddy; the manchild Benjy; haunted, neurotic Quentin; Jason, the brutal cynic; and Dilsey, their black servant. Their lives fragmented and harrowed by history and legacy, the character’s voices and actions mesh to create what is arguably Faulkner’s masterpiece and one of the greatest novels of the twentieth century. “I give you the mausoleum of all hope and desire. . . . I give it to you not that you may remember time, but that you might forget it now and then for a moment and not spend all of your breath trying to conquer it. Because no battle is ever won he said. They are not even fought. The field only reveals to man his own folly and despair, and victory is an illusion of philosophers and fools.” —from The Sound and the Fury

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    Fabio Junqueira picture
    Fabio Junqueira14/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum.

    Som e Fúria, considerada a obra mais importante do escritor norte-americano, William Faulkner, vencedor dos prêmios Nobel de literatura, Pulitzer de Ficção, e o National Book Awards, retrata a trajetória dos Compson, uma família aristocrática sulista, em plena decadência, moral, física e financeira. Ambientada nos anos 20, durante a maior crise econômica dos Estados Unidos, Som e Fúria, nos conta a história da família Compson em meio aos tempos de crise, ao gigantesco preconceito racial, e aos embates morais e sociais, que dividiam a sociedade americana no início do século XX. Som e Fúria é dividido em quatro vozes narrativas distintas, escrita em Fluxo de Consciência (Técnica literária, em que procura transcrever o processo de pensamento de um personagem, com o raciocínio logico entremeado com as impressões pessoais e que exibe os processos de associação de ideias), narrados sob as perspectivas dos personagens Benjy, Quentin e Jason Compson, e Dilsey Gibson. O primeiro capítulo, considerado um dos mais desafiadores da história da literatura mundial, nos mostra o fluxo de consciência do personagem Benjamim (Benjy), um dos filhos Compson. Um homem de 30 e poucos anos, que possui deficiência mental grave, não possui domino da fala, e que não responde pelos próprios atos, necessitando de cuidados o tempo todo. Então somos apresentados a uma narrativa ansiosa, confusa, onde o passado é misturado ao presente, e as cenas, são entrecortadas o tempo inteiro, repletas de figuras míticas e delírios mentais. Os saltos temporais desse capitulo, são tantos, que por muitas vezes, é necessário retornar ao parágrafo anterior para tentar compreender, resquícios da mente atribulada, cheia de "som e fúria" do personagem. O segundo capítulo, ainda estamos dentro do fluxo de consciência, mas agora, do filho mais velho da família Compson, Quentin. A narrativa, fica um pouco mais fluida, que no capítulo anterior, porém, a dificuldade ainda é muito grande, porque, durante a maior parte do capitulo, Faulkner não faz uso de pontuação gramatical, o que demanda ainda mais paciência e dedicação do leitor, pois é o capitulo chave para a compreensão dos próximos episódios. Quentin, vai estudar em Harvard, e a sessão nos mostra um único dia da vida dele. A maior dificuldade do episódio, está no fato de mesclar recordações da infância de Quentin, com os fatos presentes, enquanto ele caminha perdido em devaneios e delírios pelas ruas movimentadas de Cambridge. Nesse capítulo, conhecemos melhor o relacionamento entre Quentin e a problemática irmã, Cadence (Caddie), por quem nutria os mais veementes sentimentos. No terceiro episódio somos lançados a perspectiva de Jason, o irmão mais novo dos Compson. Ele se transformou no provedor da família, e herdou dívidas e o dever de sustentar a mãe D. Caroline, a sobrinha Quentin, manter o funcionamento da casa, e a tutela dos criados negros, Dilsey, Luster, Frony e T.P. Nesse capítulo, começamos a ter um entendimento maior da história, pois a narrativa torna-se muito mais fácil e fluida, e logo nas primeiras linhas damos de cara, com um Jason, rancoroso, amargo, misógino e racista, e que faz de tudo para subir na vida, inclusive roubar e “passar” por cima dos próprios entes. Jason é considerado por muitos, um dos maiores vilões da literatura norte-americana Por fim, no quarto capitulo, Faulkner assume a narrativa, e nos entrega um belíssimo e poético texto. Onde Dilsey, é a protagonista, e o autor nos mostra uma nova perspectiva, que em meio a um mundo cheio de ódio, rancor e racismo, uma negra, é a “liga”, que mantem unida a família Compson (ou o que sobrou dela) e que mesmo que aos trancos e barrancos, e com a saúde debilitada, dedicou boa parte de sua vida, para cuidar de uma família, que só soube explorar de sua boa vontade. Logo no início de Som e Fúria, percebemos, que William Faulkner, se inspirou na clássica obra Ulisses de James Joyce, e que é clara a referência ao dia de Leopold Bloom (Ulisses), no segundo capitulo, quando Faulkner narra o único dia na vida de Quentin Compson. E que em diversas partes do livro, podemos encontrar, um pouco de Joyce nas entrelinhas, nas citações e principalmente na técnica literária. Outro fato que podemos captar facilmente na obra, é que Faulkner, muito se inspirou em William Shakespeare, Marcel Proust e Fiodór Dostoievski, principalmente no que se refere a construção de seus personagens, na filosofia de seus escritos, e no método aplicado do Fluxo de Consciência. Durante boa parte da leitura de o Som e a Fúria, confesso, que me senti perdido, e aquele sentimento de frustação, tomava conta de mim, todas as vezes que pegava o livro em mão, e que, por diversas vezes pensei em abandonar, principalmente nos dois primeiros capítulos, entretanto, imediatamente após do final, depois de uma profunda reflexão sobre a obra, digo a vocês, amigos leitores, que a persistência é a melhor receita para vencer os primeiros obstáculos da obra, e que a perseverança será recompensada, por um final arrebatador, que toca até os mais céticos e insensíveis corações. Em suma, Som e Fúria, é um livro desafiador de enredo simples e narrativa poderosa e complexa, que abordam assuntos “velhos” e “doloridos”, mas que são infelizmente pertinentes e atuais, principalmente nos dias de hoje. Recomendo a todos, e principalmente aos amantes dos clássicos e leituras desafiadoras. Antes de terminar, gostaria de agradecer as minhas amigas e companheiras de LC, que me incentivaram durante toda a árdua trajetória dessa leitura, e dizer também que, sem os debates extremamente frutuosos desse grupo, eu não teria alcançado o mínimo de entendimento dessa complexa obra. Muito obrigado, Michela, Rogéria e Vanessa.

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