Mitópolis - Onde vivem os novos monstros

    JP Archanjo

    Luna Editorial
    2018
    243 páginas
    8h 6m
    ISBN-13: 9788569453086
    Português Brasileiro

    Numa missão suicida ao lado de amigos tão desajustados socialmente quanto ele, P., o híbrido de dragão mais azarado da cidade, tem apenas 7 dias para se ver livre da trama dos deuses e enfrentar as portas do inferno. Como diria o próprio híbrido, tudo se resume a uma única frase: “Ai, carái...” SEJA BEM VINDO À MiTÓPOLIS!

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    Diego Araujo01/03/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Meu P não é de paciência

    Alguém pediu por uma história de fantasia urbana com representatividade LGBT, personagens singulares, onze palavrões em cada dez palavras ditas e marés de azar consecutivas? Talvez não, até ler o livro que trago na resenha deste post e ver o quanto é sensacional! A abordagem de uma mitologia/religião não é o suficiente para refletir o caos das ruas na cidade de São Paulo. Todos os seres fantásticos e deuses existem, ninguém está errado e sobrevivem conforme a crença de seus fiéis. MiTÓPOLIS é narrado pelo protagonista P, um humano amaldiçoado que se transforma num híbrido de dragão durante a noite. Publicado pela editora Luna Editora em 2018, disponível também na Amazon. Conhecemos o mundo através do ponto de vista de P, e logo nas primeiras páginas sabemos como é o personagem. Amargurado por sua maldição, mas sempre disposto a soltar as piores piadas em momentos aleatórios. Novos personagens entram na sua trajetória em meio a confusões e participam na aventura mortal. Mesmo nos últimos momentos há gente nova ajudando o P, mas esses não têm tanto espaço para o leitor conhecer como os demais. Não bastam ser apenas seres fantásticos distintos (cronista, estrela, filhos de deuses…), cada um possui personalidade forte que entram em conflito com a do protagonista. O leitor se diverte com as discussões fora de hora. Conhecemos um pouco das mitologias tupiniquim, nórdica, grega, egípcia, japonesa; das religiões cristã, budista, wicca e umbandista. Nenhuma crença se prevalece a outra e permanece presente durante a aventura de P. Como se não fosse o suficiente, há ainda um crossover na aventura com o livro de zumbis do escritor John Miller. Nenhuma representatividade é forçada. Algumas descrições de P têm tendências homossexuais, nada que interrompa o andamento da trama, mas que contribui com a personalidade refletida na narração em primeira pessoa. Os plots são recheados de azar constante para P. É incrível observar tantas criaturas e acontecimentos em apenas 200 páginas. Entre discussões calorosas do grupo, a amizade ressoa e mostra o que realmente importa. [spoiler] Aconselho o autor a revisar a cena do sacrifício (suicídio). Apesar de no capítulo seguinte já mostrar que não foi nada definitivo, a prática soou como um ato heroico. Mesmo criando um contexto que justifique o ato, insisto em pensar que o suicídio não é uma opção. A abordagem deste sacrifício pode desencadear atos reais com pessoas que podem tomar uma ideia equivocada com esta cena. [fim do spoiler] MiTÓPOLIS retrata as confusões existentes no cotidiano urbano e reflete as dificuldades da vida de uma pessoa através de uma maldição. É possível observar a realidade de muitas pessoas reais sob esta fantasia. O livro de JP passa uma lição importante aos leitores: a boa convivência entre pessoas, independentes de como elas são.

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