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    Tolos, Fraudes e Militantes - Pensadores da Nova Esquerda

    Roger Scruton

    Record
    2018
    406 páginas
    13h 32m
    ISBN-13: 9788501113023
    Português Brasileiro
    4.1
    143 avaliações
    Leram220Lendo61Querem720Relendo0Abandonos13Resenhas21
    Favoritos15Desejados720Avaliaram143

    Em Tolos, fraudes e militantes, Roger Scruton investiga o que se tornou a esquerda hoje e como a ideologia evoluiu ao longo do século XX, fazendo uma dissecação política devastadora de suas estratégias e seus objetivos. O grupo identificado como Nova Esquerda ― composto de pensadores influentes como Jürgen Habermas, György Lukács e Jacques Derrida ― apresentou um deslocamento tático no território do seu exercício de poder, desviando o foco da preocupação com a representação da classe trabalhadora para a proteção de mulheres, LGBTs e imigrantes. Com prosa elegante e afiada, Scruton pacientemente desmonta os argumentos da esquerda e, ao explicar as obras em termos usados pelos próprios formuladores, desnuda suas pretensões e suposições.

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    Jamile Almeida Silva picture
    Jamile Almeida Silva29/08/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um atualização dos ?Pensadores da Nova Esquerda?

    Scruton primeiro escreveu ?Os pensadoras da Nova Esquerda? em 1985 e explicou como essa ?elite intelectual? se formou no pós guerra, dissecando todo o ressentimento e falta de sensatez que construiu suas teorias e discurso... com este livro ele foi execrado do meio acadêmico, censurado e seus livros colocados a desprezo em galpões. Pós queda do comunismo russo, era o momento de atualizar seu livro, daí surge ?Tolos, Fraudes e Militantes?. Alguns pensadores foram retirados e outros incluídos. Porém, a base do livro segue em como a esquerda manipula a linguagem para modificar a realidade através da palavra - a famosa novilingua que George Orwell nos explicou tão bem, na sua utopia emblemática ?1984?. Scruton mostra, sem perdão, como esses pensadores trouxe a falácia da justiça social, que de nada tem a ver com a igualdade de cidadania ou perante a lei, mas sim em como a esquerda só reconhece a diferença entre os intelectuais e o povo, afinal todos os outros são iguais e assim deve ser, menos eles, eles sao especiais! São grandes pensadores. E quem pensa diferente: destruição, com ou sem violência. E nessa ele nos traz figurinhas conhecidas... desde o casal tenebroso e criminoso - Sartre e Simone Beauvoir - a Lacan que reduziu, a mente humana a números e símbolos com uma generosa pitada de esquerdismo, ao brilhantismo desnorteado de Foucault até sua redenção em leito de morte. Também outros não tão conhecidos pela maioria, me incluo, mas que deixaram e continuam deixando seu legado ?nonsense? e que muitos inocentemente louvam: Lukáks, Derrida, Habermas, Hobsbawn, Gramsci... e por aí vai. Foi extremamente interessante ter essa visão sobre alguns desses pensadores, me instigou a querer aprender mais sobre eles e ver se compactuo com as ideias do Scruton. Em alguns momentos, Scruton transcreve textos dessas filosofias que até parecem piada de tanta loucura e devaneios que alguns escreveram! Porém o livro não conseguiu sair de três estrelas e meia, não sei se foi a tradução ou se realmente Scruton estava contaminado pela loucura e parasitismo dos pensadores que transformou seu texto em palavras cheias de confetes desnecessários e nem parece o mesmo autor do seu outro livro que li recente, ?Como ser um conservador?. Neste, ele possui uma linguagem clara, linear e concisa. O livro ficou maçante em alguns momentos e repetitivo, porém qualquer nota maior que três para mim significa que a leitura é válida e essa é extremamente importante, só requer paciência, muita!

    23 curtidas

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    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Roger Vernon Scruton profile picture

    Roger Vernon Scruton

    Filósofo e escritor inglês, especialista em Estética. Tem sido apontado como o intelectual britânico conservador mais bem-sucedido desde Edmund Burke e foi nomeado Cavaleiro da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II em junho de 2016. Escreveu mais de trinta livros, incluindo Art and Imagination (1974), The Meaning of Conservatism[4](1980), Sexual Desire (1986), The Aesthetics of Music (1997), A Political Philosophy: Arguments for Conservatism (2006), Beauty (2009), Our Church (2012), How to be a Conservative (2014), The Palgrave Macmillan Dictionary of Political Thought e How to Think Seriously About the Planet: The Case for an Environmental Conservatism (2012). Também escreveu livros didáticos sobre filosofia e cultura, dois romances, e compôs duas óperas.

    73 Livros
    236 Seguidores
    Buslingthorpe, Inglaterra

    Roger Vernon Scruton