Scruton primeiro escreveu ?Os pensadoras da Nova Esquerda? em 1985 e explicou como essa ?elite intelectual? se formou no pós guerra, dissecando todo o ressentimento e falta de sensatez que construiu suas teorias e discurso... com este livro ele foi execrado do meio acadêmico, censurado e seus livros colocados a desprezo em galpões. Pós queda do comunismo russo, era o momento de atualizar seu livro, daí surge ?Tolos, Fraudes e Militantes?. Alguns pensadores foram retirados e outros incluídos.
Porém, a base do livro segue em como a esquerda manipula a linguagem para modificar a realidade através da palavra - a famosa novilingua que George Orwell nos explicou tão bem, na sua utopia emblemática ?1984?.
Scruton mostra, sem perdão, como esses pensadores trouxe a falácia da justiça social, que de nada tem a ver com a igualdade de cidadania ou perante a lei, mas sim em como a esquerda só reconhece a diferença entre os intelectuais e o povo, afinal todos os outros são iguais e assim deve ser, menos eles, eles sao especiais! São grandes pensadores. E quem pensa diferente: destruição, com ou sem violência.
E nessa ele nos traz figurinhas conhecidas... desde o casal tenebroso e criminoso - Sartre e Simone Beauvoir - a Lacan que reduziu, a mente humana a números e símbolos com uma generosa pitada de esquerdismo, ao brilhantismo desnorteado de Foucault até sua redenção em leito de morte. Também outros não tão conhecidos pela maioria, me incluo, mas que deixaram e continuam deixando seu legado ?nonsense? e que muitos inocentemente louvam: Lukáks, Derrida, Habermas, Hobsbawn, Gramsci... e por aí vai.
Foi extremamente interessante ter essa visão sobre alguns desses pensadores, me instigou a querer aprender mais sobre eles e ver se compactuo com as ideias do Scruton. Em alguns momentos, Scruton transcreve textos dessas filosofias que até parecem piada de tanta loucura e devaneios que alguns escreveram! Porém o livro não conseguiu sair de três estrelas e meia, não sei se foi a tradução ou se realmente Scruton estava contaminado pela loucura e parasitismo dos pensadores que transformou seu texto em palavras cheias de confetes desnecessários e nem parece o mesmo autor do seu outro livro que li recente, ?Como ser um conservador?. Neste, ele possui uma linguagem clara, linear e concisa.
O livro ficou maçante em alguns momentos e repetitivo, porém qualquer nota maior que três para mim significa que a leitura é válida e essa é extremamente importante, só requer paciência, muita!