Tanques e togas (Arquivos da Repressão no Brasil) - O STF e a ditadura militar

    Felipe Recondo

    Companhia Das Letras
    2018
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788535930757
    Português Brasileiro

    Baseado em ampla pesquisa histórica com documentação inédita, o jornalista Felipe Recondo apresenta, em Tanques e togas, o mais completo relato sobre o papel do Supremo Tribunal Federal durante os anos de ditadura. Baseado em ampla pesquisa histórica com documentação inédita, o jornalista Felipe Recondo apresenta, em Tanques e togas, o mais completo relato sobre o papel do Supremo Tribunal Federal durante os anos de ditadura. Tanques e togas é o primeiro livro dedicado exclusivamente ao papel do Supremo Tribunal Federal nos anos de chumbo. Ao estudar um dos momentos mais sombrios da história dessa instituição, o jornalista Felipe Recondo contribui para que se entenda como o frágil Supremo dos primeiros anos da República veio a se transformar no superpoderoso STF dos dias de hoje. O golpe de 1964 recebeu imediatamente o apoio do então presidente do Supremo Tribunal Federal brasileiro, Ribeiro da Costa. Nos anos seguintes, a Constituição foi substituída por atos de exceção e garantias fundamentais foram suspensas, dando lugar a prisões políticas, cassações, tortura, censura, desaparecimentos e mortes. Como garantidores da Constituição, os ministros do Supremo nunca determinaram a abertura de inquéritos para atribuir responsabilidades nem confrontaram abertamente os militares. Poderiam fazê-lo? Estavam dispostos a fazê-lo? Tinham instrumentos ou liberdade para tal? Essas são algumas das questões que Recondo procura responder baseando-se em correspondências, petições, pareceres e acórdãos de julgamento, além dos diários do ministro do Supremo Aliomar Baleeiro.

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    Renes28/11/2022Resenhou um livro
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    Santos

    Nunca conheci um santo em minha vida, e em Tanques e Togas, Felipe Recondo expõe que ele também não os encontrou pesquisando sobre o STF durante os anos de repressão militar. Os Ministros foram, como todos nós, demasiadamente humanos, ambiciosos, covardes, gananciosos, soberbos, extremamente litúrgicos e protocolares, mostrando assim as vicissitudes que a espécie possui como um todo. Assim como também foram generosos, caridosos e humanos, dentro do possível, em um esquema de concessões e retrações, visando à manutenção do STF funcionando como possível, concedendo os remédios nas situações adversas que se construíram quando as garantias constitucionais caíram. Com tudo isso, percebo que o jogo institucional é assim, um tanto engraçado e um tanto indispensável, para manutenção e funcionamento do que é a vida política humana, as duas propriedades do ser humano, de ser sagrado e profano, convivendo diretamente com as engrenagens que a espécie inventou para si.

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