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    Ação e A Busca da Felicidade -

    Hannah Arendt

    Bazar do Tempo
    2018
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788569924333
    Português Brasileiro
    4.4
    6 avaliações
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    A obra de Hannah Arendt (1906-1975) constitui uma das mais importantes contribuições para se compreender o complexo quadro político do século XX. Os quatro ensaios reunidos nessa edição pertencem a três momentos diferentes de sua trajetória e têm como principais temas de análise a liberdade e o exercício da política. “Imperialismo totalitário: reflexões sobre a revolução húngara” fez parte da edição de 1958 de Origens do totalitarismo, o primeiro livro da autora, e expande a noção de totalitarismo de forma a dar conta do caso soviético. Trata-se também de uma veemente denúncia do massacre do levante de Budapeste, feita pouco tempo depois do emblemático episódio. Os ensaios “Ação e a busca da felicidade” (1961) e “Revolução e liberdade” (1962) datam do período em que a escritora preparava o livro Sobre a revolução, de 1963, que investiga basicamente as duas revoluções modernas – a francesa e a americana – destacando uma forma política nova que aparece com elas, o sistema dos conselhos. Ambos os textos fazem o elogio do caráter espontâneo da ação e lembram da alegria da participação na vida política, resgatando a noção de felicidade pública. Já em “Direitos públicos e interesses privados” (1974), um dos últimos escritos da autora, Hannah Arendt insiste que a liberdade não se esgota no âmbito da vida privada e individual, mas é uma qualidade da experiência política, devendo ser considerada até como sua razão de ser. Com seu espírito aberto e de forte teor crítico, os ensaios desse livro integram a Coleção Ensaios Contemporâneos, buscando estimular uma interrogação sobre nosso tempo.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo matos picture
    Marcelo matos27/10/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Boa organização para se começar a entender Hannah Arendt.

    É o tipo de livro que se pode ler sem muitos pré requisitos teóricos para que se consiga um bom entendimento, a questão contextual é bem explicada no prefácio escrito pela organizadora, além de ser constituída pôr textos do período maduro de Arendt então pode servir como introdução para aqueles que não se sentirem seguros para enfrentar obras mais densas como: Origens do Totalitarismo, Einchmann em Jerusalém, A Condição humana ou A vida do Espírito ( este infelizmente não terminado) Os 4 ensaios são diferentes porém enfatizam temas comuns como a dimensão da ação humana, evidentemente que não no mesmo sentido da tautologia misesiana, porém Arendt esta falando da potência criativa da ação humana pela realização da liberdade no espaço público, de como a dimensão pública e fundamental para a realização dos Direitos e da liberdade em um regime plenamente democrático como condição para a realização da Felicidade ou "Eudaimonia" em um claro debate com a tradição da filosofia política aristotélica e em evidente polêmica com um certo liberalismo vulgar. Voltar a ler Arendt talvez fosse de grande valia para os "liberais" brasileiros que se curvaram ao projeto de barbarização nacional que se vive.

    4 curtidas

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    Hannah Arendt

    Foi uma filósofa política alemã de origem judaica, uma das mais influentes do século XX. A privação de direitos e perseguição de pessoas de origem judaica ocorrida na Alemanha a partir de 1933, assim como o seu breve encarceramento nesse mesmo ano, fizeram-na decidir emigrar. O regime nazista retirou-lhe a nacionalidade em 1937, o que a tornou apátrida até conseguir a nacionalidade norte-americana em 1951. Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária e publicou obras importantes sobre filosofia política. Contudo, recusava ser classificada como "filosofa" e também se distanciava do termo "filosofia política"; preferia que suas publicações fossem classificadas dentro da "teoria política".

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    Hannah Arendt