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    O complexo de Portnoy -

    Philip Roth

    Companhia das Letras
    2004
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-13: 9788535905892
    Português Brasileiro
    3.9
    1931 avaliações
    Leram2959Lendo124Querem2216Relendo2Abandonos126Resenhas140
    Favoritos123Desejados2216Avaliaram1931

    Trinta e seis anos depois, a história de Philip Roth sobre o rapaz oprimido pela mãe judia segue vigorosa. Quando foi lançado, em 1969, O complexo de Portnoy causou polêmica. Nem poderia ser diferente. Em plena época da liberação sexual, o autor Philip Roth apareceu com um livro em que a masturbação é a válvula de escape da sexualidade do personagem e deixa transparecer em suas páginas temas como o complexo de Édipo e até um incesto virtual. O complexo de Portnoy não envelheceu. O drama do rapaz dominado pela mãe, uma tradicional matriarca judia, permanece com seu vigor inalterado e apresenta uma envolvente narrativa em primeira pessoa. Alexander Portnoy, agora com 30 anos, conta ao psicanalista as agruras da marcação implacável que sofria de sua mãe, da qual eram vítimas também o pai, um inofensivo vendedor de seguros, e a irmã mais velha. Philip Roth imprime um tom bem-humorado que eventualmente provoca gargalhadas, mesmo que o sabor final seja amargo. Mas é na discussão das relações opressivas, representadas pela claustrofóbica presença materna, que reside a força do livro. As conseqüências que a formação sexual confusa e o complexo de Édipo irão ter na vida adulta de Alex são perturbadoras. É o que torna esse livro mais atual do que nunca. O inimigo é a mãe.

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    Bookster Pedro Pacifico20/04/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    “O complexo de Portnoy”, de Philip Roth - Nota 7,5/10

    Polêmica. A leitura de uma das obras mais conhecidas de Philip Roth deixa nítida a intenção do autor em causar um incômodo no leitor, se valendo da temática da masturbação e dos conflitos familiares como objeto central das angústias e insatisfações do personagem principal. E se isso causa um pouco de estranheza hoje em dia, é difícil imaginar o impacto que teve na sua publicação, ocorrida em 1969. O livro é construído a partir dos pensamentos e diálogos de um bem-sucedido advogado de Nova York com o seu psicanalista. Revivendo passagens de sua infância e juventude em uma família tradicional judia, Alex Portnoy vai tentando identificar quais as origens de seus “problemas”. É uma enxurrada de reclamações do paciente sobre a relação extremamente protetiva e asfixiante com sua mãe, em paralelo com sua fase de formação sexual e de descoberta do próprio corpo… uma verdadeira fixação do personagem principal com esses temas, que fazem dele um narrador bem “chato". Além disso, os questionamentos envolvendo a religião de Alex Portnoy também aparecem com bastante frequência na leitura. E a forma como Roth apresenta o fluxo de pensamentos do personagem é carregada de um humor ácido e satírico. A escrita não tem muito filtro e o autor não se preocupa em agradar o velho - e ultrapassado - conceito da “moral e bons costumes”. Mas, por outro lado, o comportamento de Alex Portnoy extrapola limites e se choca com machismo e racismo. • Apesar de enfrentar temas polêmicos e tabus de forma cômica e inteligente, achei a leitura um pouco cansativa. O livro parecer ir e vir sem muito destino. Essa pode até ter sido a intenção do autor, criar uma narrativa não linear, mas para mim acabou não funcionando muito bem. Não cheguei a cogitar abandonar a leitura, apesar de arrastada, e terminei o livro com vontade de ler outras obras do autor. Até então, só havia lido “A humilhação”, que posso dizer que me agradou mais do que “O complexo de Portnoy”.

    61 curtidas

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    3.9 / 1931
    • 5 estrelas29%
    • 4 estrelas38%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas2%
    Philip Milton Roth profile picture

    Philip Milton Roth

    Foi um escritor norte-americano de origem judaica, considerado um dos maiores escritores norte-americanos da segunda metade do século XX, conhecido sobretudo pelos romances, embora também tenha escrito contos e ensaios. Sua obra é marcada por tramas intrincadas com alter-egos e vidas alternativas que exploram aspectos da identidade judaica e americana. Roth foi vencedor de diversos prêmios literários importantes, incluindo o Prêmio Pulitzer (1998), National Medal of Arts na Casa Branca (1998), a Gold Medal in Fiction (2002), a maior distinção da American Academy of Arts and Letters. Recebeu duas vezes o National Book Award e o National Book Critics Circle Award, e três vezes o prêmio PEN/Faulkner. E, em 2011, ganhou o Man Booker International Prize. Grande parte da obra de Roth explora a natureza do desejo sexual e a autocompreensão.

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    363 Seguidores
    Nova Jersey, EUA

    Philip Milton Roth