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    Stuart Mill, Bentham (Os Pensadores #41) - Uma introdução aos princípios da moral e da legislação; Sistema de lógica dedutiva e indutiva e outros textos

    Jeremy Bentham, John Stuart Mill

    Abril Cultural
    1984
    319 páginas
    10h 38m
    Português Brasileiro
    3.1
    12 avaliações
    Leram47Lendo16Querem195Relendo1Abandonos3Resenhas4
    Favoritos0Desejados195Avaliaram12

    Consultoria das introduções por José Américo Motta Pessanha (Bentham) e José Arthur Gianotti (Stuart Mill). 1. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação [Bentham, 1789] ::: Uma das principais exposições da filosofia utilitarista. Bentham analisa o princípio de utilidade e, entre outras ideias, oferece um “método para medir uma soma de prazer ou de dor”. 2. Sistema de lógica dedutiva e indutiva [Stuart Mill, 1843] ::: Obra fundamental para o pensamento lógico moderno. De particular importância a nova concepção de indução formulada por Mill. 3. Um exame da filosofia de Sir William Hamilton [idem, excertos, 1865] ::: Ao analisar as ideias de Sir William Hamilton, Stuart Mill discute temas como a consciência, a teoria psicológica da crença num mundo exterior, a teoria dos conceitos, o raciocínio. 4. Da definição de economia política e do método de investigação próprio a ela [idem, 1848] ::: Stuart Mill examina o estatuto de cientificidade da economia política, em função do seu método e de suas leis.

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    Humberto Pontes Cardoso17/08/2014Resenhou um livro
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    Utilitarismo

    O utilitarismo de Jeremy Bentham, uma versão do pensamento consequencialista que define a moralidade pela consequencia de um ato, propõe que o comportamento moralmente correto é aquele que maximiza o prazer e alegria e minimiza a dor e o sofrimento de um inivíduo, um grupo de pessoas ou de uma comunidade. O máximo de bem para o máximo de pessoas. Dilemas como aqueles em que um indivíduo deve escolher entre permitir a morte de 1 pessoa para evitar a morte de outras cinco (desviar ou não um trem), ou ainda mais dramático, provocar a morte de 1 pessoa para salvar outras 5 (médico tiraria cinco órgãos de uma pessoa saudável para transpantá-los em 5 pacientes, salvando suas vidas), fazem emergir um certo desconforto com o utilitarismo, criando um sentimento de que há certos comportamentos que são intrinsicamente errados, mesmo que suas consequências favoreçam um número maior de pessoas (moral categórica). O principio que o levou Bentham a propor o utilitarismo é que o ser humano é movido unicamente pelo prazer e dor. Certamente o ser humano é movido pela dor e prazer, mas não só. De fato herdamos da natureza estes mecanismos biológicos. Mas há muito tempo, a vida em sociedade exigiu de nós que transcedessemos a estes mecanismos e desenvolvessemos a capacidade de cooperação em larga escala, aumentando o grau de confiança entre indivíduos, reprimindo o prazer imediato e aceitando a dor. A cooperação entre indivíduos é a base da civilização humana. Um utilitarismo baseado no principio de que o comportamento moralmente correto é aquele que tende a maximizar a cooperação entre as pessoas, através do aumento da confiança entre indivíduos, criando um ambiente mais seguro e favorável à expansão da criatividade humana, gerando mais riqueza e bem estar para a sociedade a longo prazo, ao invés de maximizar o prazer, me parece mais realista e adequado. Neste contexto, o dilema do transplante multiplo por exemplo, de fato deixaria existir. Não haveria qualquer dúvida que, se os médicos optassem por matar uma pessoa saudável para salvar 5 doentes, em pouco tempo ninguém confiaria neles ou nos hospitais para qualquer tipo de cuidado.

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    Jeremy Bentham

    Jeremy Bentham (15 de fevereiro de 1748 – 6 de junho de 1832) foi um filósofo e jurista inglês. Juntamente com John Stuart Mill e James Mill, difundiu o utilitarismo, teoria ética que responde todas as questões acerca do que fazer, do que admirar e de como viver, em termos da maximização da utilidade e da felicidade. Conhecido também pela idealização do Pan-optismo, que corresponde à observação total, a tomada integral por parte do poder disciplinador da vida de um indivíduo. Em 1789, concebeu o Pan-óptico, que foi pensado como um projeto de prisão modelo para a reforma dos encarcerados. Mas, por vontade expressa do autor, foi também um plano exemplo para todas as instituições educacionais, de assistência e de trabalho, uma solução econômica para os problemas do encerramento e o esboço de uma sociedade racional. Bentham foi quem primeiro utilizou o termo deontologia ('deon', dever + 'logos', ciência) para definir o conjunto de princípios éticos aplicados às atividades profissionais.

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    Jeremy Bentham