Convite para a Morte (Colecção Vampiro #18) - Os Mestres da Literatura Policial

    Agatha Christie, Agatha Christie Mallowan

    Paulus
    1996
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9789723815702
    Português

    "Convite para a Morte" / Ten Little Niggers (1939) de Agatha Christie na Colecção Vampiro - Os Mestres da Literatura Policial; nº 18. Lisboa: Livros do Brasil Lda. Capa de Cândido Costa Pinto; tradução de Batista de Carvalho. 1ª edição na Colecção Vampiro em Novembro de 1948. Impresso nas Oficinas Gráficas de Livros do Brasil - Lisboa. ==== http://vampiro1947.blogspot.com.br/2016/10/ http://vampiro1947.blogspot.com.br/2016/10/coleccao-vampiro-n-18-titulo-convite.html https://largodoscorreios.wordpress.com/2013/07/31/o-estranho-caso-dos-dez-negrinhos-2/ http://listalivroscoleccaovampiro.blogspot.com.br/ ==== Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou, e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, então ficaram oito; Oito negrinhos vão a Devon em charrete; Um deles quis ficar, então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, então ficaram seis; Seis negrinhos de uma colmeia fazem brinco; A abelha picou um, e então ficaram cinco, Cinco negrinhos vão ao fórum, a tomar os ares; Um deles foi julgado, então ficaram dois pares. Quatro negrinhos vão ao mar; a um tragou de vez O arenque defumado, e então ficaram três. Três negrinhos passeando no zoológico. E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. Dois negrinhos brincando no sol, sem medo algum; Um deles se queimou, e então ficou só um. Um negrinho está sozinho, é só um; Ele se enforcou, e não sobrará nenhum. . . [Sobre a Autora]: Agatha Christie nasceu Agatha May Clarissa Miller, em Torquay, na Grã-Bretanha, em 1890. Durante a I Guerra Mundial, prestou serviço voluntário num hospital, primeiro como enfermeira e depois como funcionária da farmácia e do dispensário. Esta experiência revelar-se-ia fundamental, não só para o conhecimento dos venenos e preparados que figurariam em muitos dos seus livros, mas também para a própria concepção da sua carreira na escrita. Com o seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, Agatha viajaria um pouco por todo o mundo, participando activamente nas suas escavações arqueológicas, nunca abandonando contudo a escrita, nem deixando passar em claro a magnífica fonte de conhecimentos e inspiração que estas representavam. Autora de cerca de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), viu o seu talento e o seu papel na literatura e nas artes oficialmente reconhecidos em 1956, ano em que foi distinguida com o título de Commander of the British Empire. Em 1971, a Rainha Isabel II consagrou-a com o título de Dame of the British Empire. Deixando para trás um legado universal celebrado em mais de cem línguas, a Rainha do Crime, ou Duquesa da Morte (como ela preferia ser apelidada), morreu em 12 de Janeiro de 1976. Em 2000, a 31st Bouchercon World Mistery Convention galardoou Agatha Christie com dois prémios: ela foi considerada a Melhor Autora de Livros Policiais do Século XX e os livros protagonizados por Hercule Poirot a Melhor Série Policial do Século XX!

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    Érika dos Anjos29/07/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Ora pois, pois!

    Ler Agatha Christie é sempre um prazer para mim. E dessa vez não foi diferente, apesar da pequena 'mudança' que percebi logo no início da leitura. Na minha estante, peguei um livro duplo da Rainha do Crime, com o título É facil matar / Convite para a morte. Com uma verdadeira referência comecei a juntar as letrinhas. E qual não foi minha surpresa ao perceber que o livro é escrito em português de Portugal, apesar de estar escrito que 'A venda só pode ser feita no território dos Estados Unidos do Brasil'. Logo, um livro em português luso e antigo! Já me interessei no por fora da história. É claro que não dá para fazer uma minuciosa resenha sobre os livros de Agatha, afinal, o grande charme da autora está nos pormenores, detalhes e miudezas que constroem os surpreendentes finais dos livros. Por isso, só vou dar uma pincelada nas duas obras e depois colocar um pequeno dicionário (hilário por sinal) das diferenças entre os 'portugueses' que encontrei. É fácil matar Neste livro, Agatha não coloca nenhum dos seus detetives principais, como Poirot, Miss Marple ou Tommy e Tuppence. Quem faz as investigações é Luke Fitzwilliam, um policial recém-aposentado. Durante uma viagem de trem, uma velhota desanda a puxar assunto com ele, falando que iria ao FBI denunciar uma série de homicídios que estão acontecendo na sua aldeia, mas ele pouco lhe dá ouvidos. Porém, alguns dias depois, Luke descobre pelo jornal que a mulher, que lembrava muito sua tia, foi inexplicavelmente atropelada. Então, com seus contatos dentro da polícia, ele descobre onde ela morava e vai à aldeia ver até aonde suas suspeitas tem fundamento. Lá, ele se passa por um primo distante de uma mulher chamada Bridget Conway, que logo irá se casar com o falastrão editor do jornal local. Luke conhece também outro personagens interessantes, como o médico Thomas, a sra. Whiteflet, o coronel Horton e seus buldogues, entre outros. Sua grande dúvida é: como, em um lugar pequeno como esse, pode existir um assassino em série à solta? Além da história em si, os grandes destaques da obra são a inclusão de um romance, algo raro nos livros da autora; o preconceito e a ideia corrente na época da inferioridade feminina, o que causa boas discussões na trama; e a citação honrosa a outro grande mestre da literatura policial mundial, Sir Arthur Conan Doyle, no seguinte trecho: - Nesse caso, confessa que fez de propósito? - É óbvio, meu caro Watson - responde Luke. Convite para a morte Logo no início do livro, já fiquei meio cabreira quanto ao título. Pois, se parecia muito com um dos enredos mais conhecidos de Agatha Christie. Depois de mais algumas folhas, tive plena certeza: Convite para morte nada mais é do que o grande Caso dos dez negrinhos! Fiquei boquiaberta, mas a revelação me deu um fôlego a mais na leitura. O livro começa com o convite a oito pessoas de classes e origens bem diferentes, de alguém que eles basicamente não conhecem, para passar um tempo na Ilha do Negro. Lá, eles encontram um casal de criados, que também nunca viram o tal Sr. Owen, que manda suas instruções por escrito ou através do barqueiro. Chegando ao local, logo após as apresentações de praxe, eles são encaminhados aos seus respectivos quartos e, acima de cada uma das lareiras, está a seguinte história em um quadro: Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito. Oito negrinhos vão a Devon de charrete; Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, e então ficaram seis. Seis negrinhos de um cortiço fazem brinco; A um pica uma abelha, e então ficaram cinco. Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares; Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares. Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez. O arenque defumado, e então ficaram três. Três negrinhos passeando no Zoo. E depois? O urso abraçou um, e então ficaram dois. Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum; Um deles se queimou, e então ficou só um. Um negrinho aqui está a sós, apenas um; Ele então se enforcou, e não ficou nenhum. Mesmo achando estranha a ornamentação, eles se reúnem para a janta e a situação começa a ficar mais do que intrigante pois, é colocada uma gravação onde as dez pessoas que se encontram na ilha, incluindo os criados, são acusadas de crimes que cometeram. A indignação é total, mas todos sabem, que há um fundo de verdade e loucura naquela história. E, naquela mesma noite, começam a cair os acusados, o primeiro deles Antony Marston. Agora resta saber se quem está fazendo isso é alguém de fora ou se um deles é o culpado!Nesta obra, fica evidente a paixão de Agtaha Christie pelo modo de vida inglês e suas nunaces. Destaques para a língua de vaca enlatada (algo que não consigo nem imaginar, quanto mais consumir) e ideia de que os médicos tudo sabem e que não é necessário ter uma especialidade, já que o médico da casa, dr. Armstrong, cuida desde envenenamento até tiro, passando por um acesso de nervos, que recebe como posologia um belo tabefe na cara de Vera Claythorne para se acalmar! Depois de todas estas páginas, achei algumas pérolas das diferenças entre o português brasileiro e de Portugal. Veja quais são em http://www.oquartoelemento.com.br

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