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    Towards Tomorrow - Culpas (Towards Tomorrow #2) -

    Carolina Beatriz

    Independente
    2018
    573 páginas
    19h 6m
    ISBN-10: B079YZQYTD
    Português Brasileiro
    5
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    "Não. Não, não pode ser. M-minha nossa! Esse tom de azul! [...] Assisto Adam retirar a aliança da caixinha e, como se fosse possível, evoluo de gelo para pedra granito, fincando no chão, enquanto ele se abaixa — sem tirar os olhos de mim — em um joelho só. — Ayura, sei que já perguntei e também sei que já tenho sua resposta. Sou o homem mais feliz do mundo, mas gostaria de fazer isso direito, como você merece. [...] Você me tirou o chão desde o momento em que te vi. Não fui capaz de pensar em mais nada e em mais ninguém e tem sido assim desde então. Sua companhia é tudo para mim. Seu sorriso me cativa. Prometo que vou sempre fazer tudo o que estiver ao meu alcance para vê-la feliz. Então, você me daria a honra de mais um “sim”? Você aceitaria se casar comigo e ser minha esposa pelo resto da vida? O mundo continua parado, mas de algum modo está se movendo. Adam pisca, ansioso, o sorriso enorme no rosto. Eu copio seu gesto algumas vezes e pisco como se para clarear as ideias, antes de conseguir me fazer balançar a cabeça em positivo, muito incapaz de esboçar qualquer outra reação. — Sim. — Me obrigo dizer. Me obrigo, não porque não queira, mas porque esse é, de algum modo, o primeiro pedido de casamento próprio que me fora feito na eternidade. — Sim, em todas as línguas. " Ayura e Adam retornam ao centro das atenções, acompanhados, agora, de uma presença maior e mais constante de Plia e Dominic, que se preparam para assumir papéis de maior destaque na trama. É interessante (e empolgante) ver como eles vão conquistando seu espaço no decorrer dos capítulos, de modo a poder se oferecer como pilares de sustentação para os protagonistas - melhor amiga e irmão. O relacionamento de Ayura e Adam desafiou as probabilidades desde o início e, embora se mantenha firme na batalha contra obstáculos pertinentes ao mundo humano e pareça ser inabalável até uma noite ligeiramente mais quente de Dia dos Namorados, não está pronto para ouvir o tão sonhado "e viveram felizes para sempre" por ser justamente tão humano quanto um relacionamento pode ser. Fato é que (e ainda bem) a autora dá indícios de que o relacionamento é, apesar de tudo, real, ao que discussões de temperamento e "alguém tem que ceder" tomam cena e mentiras e omissões o alvejam mais e mais. Não obstante, achei muitíssimo interessante, para não dizer poético, o como ela prepara a trama e a quebra, sem o menor remorso, justamente após o que parece ser o momento mais passional e perfeito, de maior confiança, entre as personagens principais. Adam Keller perde a garota e culpa sua mortalidade por isso, enquanto Ayura abre mão de sua felicidade e do homem que ama para, logicamente, protegê-lo. Os capítulos de Adam assumem, então, um tom mais seco e melancólico, enxuto devido a sua pouca vontade em dialogar com o mundo exterior, ao passo que as falas de Ayura são repletas de descobrimento e paixão. É em meio a essas mudanças enfrentadas pelas personagens que Plia e Dominic encontram a brecha perfeita para assumir os holofotes e nos contam um pouquinho mais sobre eles, sem, contudo, ofuscar os protagonistas originais. O ponto alto para mim foi a passagem sobre as origens, não do relacionamento, como o primeiro volume trata, mas de "criação" das personagens Ayura e Plia. Não pude não pegar um gancho ou outro que já estavam presentes no primeiro volume e admito que achei interessante a inserção da mitologia grega na história. Deuses certamente oferecem margem para brincadeiras. Assim como TT-O, a trama se encerra com a clara indicação de que haverá continuação e deixa questões mais e menos óbvias a serem respondidas. Em suma, embarquei em mais uma viagem com escalas globais propocionada pela autora e não só recomendo o livro, como agradeço pelo embasamento em lendas locais, inovações no campo de energia sustentável e também sobre o renascentista Michelangelo que, mesmo em licença poética, faz sua estréia na trama de um modo bastante audaz. - Paula

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    Carolina Beatriz

    CAROLINA BEATRIZ é uma paulistana de vinte e poucos anos, apaixonada por um bom livro — de todos os tipos, cores e sabores —, cinema (principalmente animações!), teatro, Arte, sorvete, algodão-doce, batata frita e salto alto. É formada na área das artes gráficas e tem se aventurado por aqui e por ali, também em moda e justamente com sapatos. Irmã mais velha de um futuro médico, e uma das mais novas entre os mais de dez primos, está acostumada à correria e às situações mais engraçadas, para não dizer inusitadas, que o dia-a-dia tende a proporcionar. Ama viajar, conhecer novas culturas e expandir os horizontes, tanto pessoalmente quanto do sofá de casa ou em qualquer cantinho silencioso que a permita embarcar em jornadas fantásticas. Para mais informações, visite http://www.carolinabeatriz.com

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    São Paulo, Brasil

    Carolina Beatriz