The Ambassadors -

    Henry James

    Arcturus
    2017
    464 páginas
    15h 28m
    ISBN-13: 9781784287030

    When Chadwick Newsome, a young American favoured with fortune and independence, becomes entangled in a liaison dangereux with a Parisian temptress, his overbearing mother deploys her future husband, the elderly, amiable Strether, as an ambassador to engineer his safe return. But seduced by the ambient charms of Paris and the bewitching comtesse de Vionnet, Strether soon deserts to Chadwick's side, initiating a sparkling tale of mistaken intentions, comic accident and false allegiances which culminates in the deployment of another, less fallible ambassador - the cold, glittering, ruthless Sarah Pocock.

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    Rômulo Lopes15/06/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    a banal respiração

    “Os embaixadores”, de Henry James, possui uma premissa: apresentar o romance perfeito, dentro da lógica que cabe ao autor. O romance explana vários retratos, reflexos e estilhaços contidos em sua essência, e incomoda a alusão que se faz sobre “o que é a vida?”. E a resposta é ser algo banal. Não existe esquema melhor, dentro desta obra, que sentir e consumir tal adjetivo de acordo com as elucubrações do personagem de James. Essa característica e as roupagens comuns verticalizam o rebuscado e incrível vocabulário e linguagem do autor. Um dos ápices de Henry é elevar a própria escrita e literatura a um patamar que a faça atravessar ela mesma de forma esquemática, e talvez claustrofóbica. Contudo, enaltece todas as formas internas da escrita e seus desdobramentos, sendo o ponto secreto no quesito linguagem e vocabulário. Não remaneja somente inteligência, James estabelece em nosso interior uma curiosa ligação que dá sentido a este investimento. Por outro lado temos o roteiro, espaço e personagens. E o que realmente parece se tratar esses elementos e a experiência. O personagem principal se vê nulo diante da tal viagem proposta para resgatar o filho de uma importante família ao seio natural para que cumpra seus deveres sociais. Ao chegar em Paris, Louis Lambert Strether, se depara com a falta de preenchimento e realizações em sua vida, começa uma auto-análise, e quais jeitos de olhá-la. A resposta é a leitura em conjunta com o leitor, isso é o básico das exigências de James, não qualquer leitura, mas aquela que estabelece vazios e sonhos e não apenas tentativas de julgar a banalidade alheia olhando a si. A experiência é o cume desta obra, seja para o autor - sua última obra lançada -, seja para o personagem ao descrever todo sentimento encravado em cada átomo, combatendo o tempo, utilizando os devaneios do leitor e recursos linguísticos. Ler sobre esse duplo resgate e enfrentar a vida mirada em outra - repare na coincidência com o leitor e as vidas que ele lê, outro segredo quase inacreditável em James - fomenta as ilusões que somente uma obra tão poética, comum e simples em seu roteiro, pode ter.

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