Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas17
    • Leitores614
    • Similares17
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Contos de Assombro -

    Leonid Andreiev, Émile Zola, Medeiros e Albuquerque, Guy de Maupassant, Leopoldo Lugones

    Carambaia
    2018
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788569002390
    Português Brasileiro
    4.1
    158 avaliações
    Leram204Lendo23Querem383Relendo0Abandonos4Resenhas17
    Favoritos11Desejados383Avaliaram158

    Contos de assombro é uma coletânea de dezoito narrativas e um ensaio que procura abordar a literatura fantástica e de mistério fora dos nichos de gênero, como um convite a um público mais amplo que o habitual. O inesperado está presente não apenas como temática, mas também na inclusão de autores clássicos reconhecidos por outras filiações, como Émile Zola, Edith Wharton, Ivan Turguêniev, Luigi Pirandello e Virginia Woolf. Em todos eles se encontra a sensação de assombro – seja por meio de uma sátira sobre a crueldade do ser humano, caso da narrativa implacável de Zola, ou pela descrição minuciosa de um único gesto refletido num espelho, no delicado conto de Woolf. Um dos recortes que orientaram a escolha dos contos da coletânea é temporal: todos foram escritos entre o início do século XIX e as primeiras décadas do século XX, apogeu da produção literária de mistério em seu período pós-gótico, como explica no posfácio Alcebíades Diniz, pós-doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo Diniz, o início de uma era em que começaram a predominar no mundo da cultura a racionalidade e os ecos dos avanços da ciência coincidiu, em fins do século XVIII, com a decadência da literatura gótica – em que o inexplicável e o insondável se manifestavam por meio das forças da natureza e dos truques ficcionais. Na fase moderna, o sentimento de inquietação ganha primeiro plano e tende a permanecer ao fim da leitura. Sob essa perspectiva, o sobrenatural passa a se subordinar a um sentimento de desconcerto e ambiguidade, esmaecendo as fronteiras de gênero. É esse o universo que abarca as narrativas do livro, em que não falta humor negro, como no conto de Washington Irving, nem melancolia, traço da surpreendente narrativa de Horacio Quiroga em que os personagens são animais cercados por arame farpado. Ao lado desses escritores de outros cânones figuram nomes mais frequentes em antologias de literatura fantástica. Talvez o nome mais conhecido deles, Edgar Allan Poe, está representado no volume com um conto alucinatório e pouco conhecido – cuja autoria era até pouco tempo contestada. E.T.A. Hoffmann é o autor de um dos textos da antologia que evocam o demônio como uma presença inelutável (mesmo que simbolicamente), mote também da narrativa de Robert Louis Stevenson. Outro autor célebre da literatura fantástica, Guy de Maupassant, aparece não com sua ficção, mas num ensaio publicado na imprensa sobre as possibilidades de desenvolver os temas sobrenaturais nos tempos modernos. Autores menos conhecidos no Brasil, como o argentino Leopoldo Lugones, a espanhola Emília Pardo Bazán, o francês Charles Nodier, o inglês M.R. James e o russo Leonid Andrêiev, comparecem ao lado de três brasileiros, João do Rio, Medeiros e Albuquerque e Humberto de Campos. A variedade ilustra aquilo que Diniz chama de “expansão do fantástico”, ocorrida modernamente e representada no livro não só pelos temas e abordagens, mas também pela origem dos textos, escritos originalmente em inglês, francês, espanhol, alemão, russo e em português. Há histórias de fantasmas, de buscas da eternidade, descrições próximas a pesadelos, especulações sobre a natureza do mal, inversões de expectativas – tudo aquilo que desafia o conforto da razão. Em Contos de assombro se encontra o substrato ficcional que mereceu a atenção de pensadores como Kant, Freud e Todorov e que, de certa forma, remonta à própria origem da literatura no que ela tem de tributo aos mitos e às narrativas orais.

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Similares (17)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (17)Ver mais
    Bookster Pedro Pacifico picture
    Bookster Pedro Pacifico26/02/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Contos de assombro – Nota 10/10

    Eu confesso que não sou um leitor tão aficionado pelo gênero do terror e da literatura fantástica. Não é que não gosto, mas não costuma ser a minha primeira escolha... Quando vi a proposta da @carambaia com a publicação do “Contos de assombro”, fiquei muito animado para ler! O que mais me interessou foi a ideia de trazer contos não só de autores conhecidos pelo gênero, como Edgar Allan Poe, mas também de autores clássicos cuja produção literária está ligada a outras temáticas: Virgina Woolf, Turguêniev, Pirandello, entre outros. Além disso, diferente do que o título pode dar a entender, os contos não versam somente sobre histórias de terror e suspense típicas, mas foram escolhidos com base em um conceito mais amplo de assombro. São obras que envolvem a reação do ser humano frente a situações sobrenaturais ou de uma realidade conturbada. O período em que os contos foram escritos também serviu como parâmetro para a edição, já que todos os trabalhos foram publicados entre o início do século XIX e primeiras décadas do século XX. Todo o processo de escolha dos 18 contos (e 1 ensaio) está descrito no posfácio de Alcebíades Diniz, especialista em teoria e história literária. Ah, importante falar que resenhar uma coletânea não é fácil, já que é comum que o leitor se identifique mais com alguns textos. Por isso, busco sempre dar uma nota com base em critérios mais amplos, considerando a escolha dos contos, a temática, a edição e também uma opinião geral sobre a minha experiencia com as histórias. Nessa obra, consigo mencionar três contos que chamaram mais minha atenção: “O sopro”, Luigi Pirandello; “Janet, a troncha”, Robert Louis Stevenson; e “Pavor”, João do Rio. Por fim, não dá para deixar de mencionar a qualidade das edições da @carambaia . Os preços são mais salgados sim, mas não são apenas edições “de luxo”. Há uma preocupação com a qualidade das traduções e com a inclusão textos de apoio para enriquecer ainda mais a leitura! “Mas, se admitíssemos a possibilidade do sobrenatural, a possibilidade de sua interferência na vida real, caberia, então, perguntar que papel desempenharia, depois disso, o bom senso (...).”

    24 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 158
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas46%
    • 3 estrelas22%
    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Leonid Nicolaevitch Andreiev profile picture

    Leonid Nicolaevitch Andreiev

    Foi um escritor russo, considerado o maior entre os pessimistas da literatura russa. Até os 30 anos de idade, Andreiev teve uma vida muito pobre, passando dias e dias sem ter o que comer, chegando a tentar o suicídio, que não se consumou porque ele foi socorrido a tempo. Ainda no hospital, Andreiev se arrependeu do ato e começou a refletir sobre a incapacidade do homem de se sobrepor ao destino. Apesar dos reveses, prosseguiu nos estudos e formou-se em Direito mas, não possuindo vocação para a carreira, dedicou-se inteiramente à literatura e ao jornalismo. Suas primeiras novelas alcançam relativo sucesso. Tolstoi, em plena glória, o saudou com entusiasmo.Sua obra literária é povoada de infelizes personagens que inspiram compaixão. Andreiev nunca conseguiu se livrar das traumatizantes experiências de seu passado, e transmitia em seus textos imagens de tragédia e amargura através de seus vencidos personagens, com um estilo revoltado, impetuoso e torturantemente pessoal. Em geral, os trabalhos de Andreiev refletem a vida sombria e atormentada dos que já perderam todas as esperanças e ilusões. Até mesmo o humor com o qual tenta impregnar alguns textos tende a soar irônico e sombrio. Andreiev sempre tenta chamar a atenção do leitor para o lado mais trágico e cruel da vida, fustigando o egoísmo, a impiedade, a covardia e a brutalidade humanas. Colocado entre os grandes escritores pessimistas, Andreiev desce ao âmago das misérias que o rodeiam, não hesitando nem mesmo diante do mórbido, e expondo tudo com uma crueza quase selvagem. A dúvida sempre o atormenta e, por isso mesmo, da sua numerosa bagagem literária (contos, novelas, romances, dramas e comédias), poucos trabalhos refletem tão nitidamente a sua personalidade quanto A Conversão do Diabo, uma das obras primas do conto universal, que trata com graça, sensibilidade e um amargo e irônico humor o completo fracasso das pretensões diante das contingências da vida. Os editores mostram-se sempre interessados em seu livros, que ele publicou continuamente até morrer em condições misteriosas em 1919 na cidade de Kaokkala, Finlândia, onde se exilara 5 anos antes.

    16 Livros
    22 Seguidores

    Leonid Nicolaevitch Andreiev