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    Pequenas Epifanias -

    Caio Fernando Abreu

    Sulina
    1996
    188 páginas
    6h 16m
    ISBN-10: 8520501222
    Português Brasileiro
    4.3
    984 avaliações
    Leram1960Lendo103Querem1121Relendo12Abandonos45Resenhas40
    Favoritos113Desejados1121Avaliaram984

    Epifania é a expressão religiosa empregada para designar uma manifestação divina. Por extensão, é o perceber súbito e imediato de uma realidade essencial, uma espécie de iluminação. As crônicas escritas por Caio Fernando Abreu retêm essa qualidade, levam o leitor a enxergar, como num clarão, verdades bem escondidas. Este livro apresenta uma seleção dessas epifanias.

    Edições (3)

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    Resenhas (40)Ver mais
    Lincoln R Cardoso picture
    Lincoln R Cardoso26/01/2021Resenhou um livro
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    O íntimo que se desenrola junto com suas crônicas

    Os últimos anos do escritor são como seus contos: bonitos, densos e dolorosos. Apesar de não ter nenhum cunho autobiográfico, esse livro de crônicas para jornal deixa entrever um pouquinho da vida de Caio Fernando Abreu, do final dos anos 80 até a metade dos anos noventa. Entre um fato do cotidiano e outro, que ele escreve para publicação, estão também fatos sobre sua vida. Ele conta de suas viagens, sua agenda de escritor, sua vida doméstica de jardineiro por prazer e sua convivência com o vírus HIV. Sobre este último, acompanhamos os sintomas, a descoberta e a luta (a que ele sensivelmente chama de “ciclos secos”), até a morte do escritor, marcada pela interrupção das crônicas. A beleza está no que ele tem de humano e universal: a paixão conflitante pela vida, que mesmo dura, encanta o artista. E a arte é uma forma de sobrevivência. Ele compartilha muitas de suas referências de cinema, música e literatura. Anotei muitas delas, as quais estou conhecendo aos poucos. Essa foi uma leitura que aproveitei cada página bem devagar. E encontrei nelas minha crônica preferida: carta anônima. Procure-a para ler, não irá se arrepender, eu garanto.

    31 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 984
    • 5 estrelas54%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas1%
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    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

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    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu