Las intermitencias de la muerte -

    José Saramago

    Alfaguara
    2010
    258 páginas
    8h 36m
    ISBN-10: B00634IXU6
    Espanhol

    ¿Y si la gente dejara de morirse? Una brillante sátira del Nobel de Literatura que juega con el miedo más profundo del ser humano. «Sabremos cada vez menos qué es un ser humano.» LIBRO DE LAS PREVISIONES En un país cuyo nombre no será mencionado, se produce algo nunca visto desde el principio del mundo: la muerte decide suspender su trabajo letal, la gente deja de morir. La euforia colectiva se desata, pero muy pronto dará paso a la desesperación y al caos. Sobran los motivos. Si es cierto que las personas ya no mueren, eso no significa que el tiempo se haya detenido. El destino de los humanos será una vejez eterna. Se buscarán maneras de forzar a la muerte a matar aunque no lo quiera, se corromperán las conciencias en los «acuerdos de caballeros» explícitos o tácitos entre el poder político, las mafias y las familias, los ancianos serán detestados por haberse convertido enestorbos irremovibles. Hasta el día en que la muerte decide volver... Arrancando una vez más de una proposición contraria a la evidencia de los hechos corrientes, José Saramago desarrolla una narrativa de gran fecundidad literaria, social y filosófica que sitúa en el centro la perplejidad del hombre ante la impostergable finitud de la existencia. Parábola de la corta distancia que separa lo efímero de lo eterno, Las intermitencias de la muerte bien podría terminar tal como empieza: «Al día siguiente no murió nadie.»

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    Andre Trovello07/02/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Perdidamente apaixonado pela morte (título sensacionalista)

    *Capítulo 1: A descoberta* Minha experiência com esse livro foi, no mínimo, inusitada. A primeira vez que ouvi falar dele foi no canal da Mel Ferraz (merchan gratuito, Mel me patrocina, por favor) e já amei a ideia de um livro sobre o que aconteceria se a morte parasse de trabalhar. POOORÉM, fiquei super inseguro com a questão da linguagem, já que não tinha lido nada do autor e Saramago é um dos pioneiros em surtos e ressacas literárias na língua portuguesa, traumatizando leitores de todas as etnias e nacionalidades. Entretanto, fui forçado a ler pela gerente da minha conta bancária, visto que já tinha pago 40 reais naquele artefato amaldiçoado, então minha morte financeira já havia sido encaminhada via Amazon, não me deixando escolha senão ler. E foi assim q se iniciou minha jornada de encontro à ceifadora de almas. *Capítulo 2: O empecilho* Se a morte tirou férias no livro, quem decidiu me matar foi a escrita do autor. Segundo pesquisas de alguns historiadores do MIT (Minha Imaginação Tosca), Saramago morreu sem saber o que era um parágrafo ou um ponto final. Parentes próximos relatam que ele costumava ter pesadelos onde fazia o enem e era obrigado a resumir todas as suas ideias em apenas 30 linhas. Tudo isso se traduz nos seus livros: frases infinitas, separadas por nada além de vírgulas, diálogos no meio do texto, etc; todas aquelas coisas que te ensinaram a NÃO fazer nas aulas de redação e que me fizeram criticar mentalmente o homem que leva seu nome na capa da obra. Aí está então, o embate do século: De um lado, um vencedor do prêmio Nobel da literatura e, do outro, o dono de um perfil humilde no Skoob. Só o tempo dirá quem está correto... *Capítulo 3: Dona Morte, me adota* Comecei a ler e esqueci de todo o resto. De repente, toda aquela escrita confusa q foi alvo de críticas no último capítulo fazia total sentido, dando dinamismo e fluidez à historia (me perdoa Saramago, eu estava errado). O enredo se inicia brilhante, mostrando os efeitos da ausência da morte em nossas vidas, mas foi a segunda parte da obra que fez ela entrar pra minha lista de favoritos. Toda a jornada da Morte pra matar aquele homem que já devia ter morrido me prendeu demaisss e foi bem emocionante, além de engraçada. As últimas 3 páginas desse livro são uma das coisas mais maravilhosas q já li, não sentia nada parecido desde o final de "A hora da estrela". A partir de hoje, quem não gosta da dona Morte não é meu amigo. Sério, brincadeiras à parte, leiam esse livro, é fantástico. E que venham novas obras do autor. VIVA SARAMAGO!

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