Grandes Contos de H. P. Lovecraft -

    H. P. Lovecraft

    Martin Claret
    2018
    1176 páginas
    1d 15h 12m
    ISBN-13: 9788544001967
    Português Brasileiro

    "Grandes Contos" reúne várias histórias fantásticas do homem que reinventou o terror: o norte-americano H. P. Lovecraft. O volume contém, entre outros, “A fera na caverna”, ‘Dagon, “A maldição que atingiu Sarnath”, “Hipnos”, “O chamado de Cthulhu”, “O caso de Charles Dexter Ward”, “A história do Necronomicon”, além do ensaio “O horror sobrenatural em literatura”, também escrito pelo autor. Segunda edição com nova capa fluorescente.

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    Clio05/07/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Ajoelhe-se perante Cthulhu! Se você nunca leu nada de Lovecraft, saiba que a maioria das produções de ficção científica ou de terror fazem algum tipo de menção a esse escritor e o motivo é bem simples - tudo começou como uma piada entre o autor e seu bando de amigos escritores de revistas pulp fazendo menções ao Necronomicon (o livro dos mortos) e aos deuses antigos. Os leitores começaram a se interessar por esse universo expandido e o autor, que nunca teve o reconhecimento merecido em vida, é hoje o criador do maior universo de terror já escrito. Os contos desse volume seguem uma certa ordem cronológica, mas pode-se lê-los à escolha que não diminuirá em nada seu entendimento. São todos relatos que sempre levam em consideração alguns pressupostos básicos do estilo lovecraftiano: o personagem está ou vai estar insandecido, os seres humanos são incapazes de assimilar a grandiosidade dos deuses antigos, vamos todos morrer. Lovecraft não era um autor de dar sustos, sua ideia era transmitir a pequenez do ser humano e um horror enlouquecedor. Suas descrições extendem-se por páginas tentando explicar o calor de uma cor, por exemplo, ou terminar com uma simples palavra, "indescrítivel". Como o narrador é quase sempre em primeira pessoa, mas não onisciente, muitas histórias terminam abruptamente. Essa edição de luxo da Martin Claret foi uma óbvia tentativa de cativar os leitores habitais da Darkside. A capa é dura e as páginas internas são levemente esverdeadas. Ainda há um capítulo final do próprio autor falando sobre a tradição do terror na literatura. O trabalho de tradução foi muito bom, assim como a revisão. Algo raro nas publicações atuais e que merece palmas. Recomendo.

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