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    Suíte para os habitantes da noite - Anibal Beça

    Anibal Beça

    Paz e Terra
    1995
    236 páginas
    7h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
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    Poesias de Anibal Beça. O livro foi publicado em 1995 e foi vencedor do 6º Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira.

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    Amapá e Amazônia24/05/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Suíte para os habitantes da noite é o sexto livro de Aníbal Beça, e faz parte da trilogia iniciada em 1987, com Noite desmedida, e a ser encerrada com A palavra noturna. Anibal Beça é um poeta moderno por excelência, a partir do momento em que elege a linguagem como o referencial de seu fazer poético. Já fora assim em Filhos da Várzea, também em Itinerário Poético, livros anteriores. Suíte para o habitantes da noite traz um poeta mais amadurecido, não apenas pelo inevitável passar do tempo, o que em alguns escritores traduz-se por repetição ou enfado, mas por guardar no cerne da sua elaboração poética uma força renovada, que transforma a linguagem, de objeto, em sujeito do poema. Temos na obra as mais diversas formas poéticas: da ode ao soneto, da balada ao auto, resgatados da tradição, até ousadias formais historicamente recentes, como o poema concreto e o poema-práxis, além do poema livre das amarras rítmicas, cuja musicalidade se constrói a partir da interação entre autor e leitor. Ao lado da elaboração formal múltipla e inquieta, nota-se a preocupação com o enriquecimento da linguagem, a partir do uso de palavras exiladas do coloquial, bem como a criação de inúmeros neologismos. Leitor de Dante, Camões e Pessoa, fato evidenciado no texto, Anibal sabe que o poeta é o guardião da língua. Outra característica facilmente observável em Suíte para os habitantes da noite é a dicotomia em que ela se alicerça: noite-dia, loucura-razão, sem que se estabeleça uma predominância de valor, antes, procurando o equilíbrio. Esse embate constante se trava também, sem que o poeta tome partido, na tensão entre fé mística e erotismo, urbano e bucólico, paixão e humor, apolíneo e dionisíaco, onde os contrários não se negam: se completam, se complementam como parte de uma estética una. A definição de Dámaso Alonso, acerca da poética de Góngora, "intensa no pormenor, densa no conjunto", enquadra-se à perfeição na poesia de Anibal Beça. Despido dos vícios que distinguem o Barroco, o poeta toma para si o que há de positivo naquela escola, reinventando a tradição e inserindo-se em seu tempo, num movimento circular de intemporalidade. Uma outra evidência do caráter intencionalmente neobarroco de Suíte para os habitantes da noite é o empréstimo que ela faz à música para intitular seus "movimentos". Enquanto forma musical, a suíte foi estabelecida no século XVII, reunindo os ritmos de dança então em voga (sarabanda, giga, alemanda, entre outros), caracterizando-se como uma sucessão de peças de caráter contrastante, porém escritas numa mesma tonalidade. Tendo o barroco Johann Sebastian Bach, na primeira metade do século XVIII, como seu mais notável criador, a suíte, com o passar do tempo, perdeu sua característica dançante, passando a designar trechos sinfônicos representativos de óperas, balés ou música incidental para teatro. É, pois, com o sentido original que Anibal Beça designa a Suíte. A obra é composta de poemas que podem ser lidos, e entendidos, independentes entre si, porém há uma guia, a mão do poeta-condutor, que atravessa todo o poema, desde o "Prólogo" até a "Balada Como/Vida", com sua coda em pianíssimo, figurando o transitório da vida, até então cantada em outros tons, altos e bons. Texto extraído do passeiweb.com

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    Anibal Beça profile picture

    Anibal Beça

    É poeta, compositor e jornalista. tem se destacado também como produtor e animador cultural. sua participação ampla, por diversos setores artísticos, se estende até a manifestação da arte mais popular brasileira, o carnaval. Um dos maiores poetas do Amazonas...saudades! --------------------------------------------------- Anibal Beça, poeta amazonense, nasceu a 13 de setembro de 1946. Era poeta, compositor e jornalista. Desde muito cedo colaborava em suplementos literários e em publicações similares nacionais e internacionais. Dividiu seus primeiros estudos entre colégios de Manaus (Aparecida, Dom Bosco e Brasileiro) e em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul (Colégio São Jacó). Durante sua permanência no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, travou amizade com o poeta Mario Quintana, quem lhe deu os primeiros ensinamentos e o estímulo para a poesia. Especialista em Tecnologia Educacional na área de Comunicação Social (UFRJ), teve passagens, como repórter, redator, colunista, copy-desk e editor, em todas as redações dos jornais de Manaus, do início da década de 60 até final da década de 80. Também foi diretor de produção da Televisão Educativa do Amazonas - TVE. O poeta exerceu a função de consultor da Secretaria de Cultura e Turismo do Amazonas, onde foi Idealizador e Editor-geral do suplemento literário "O Muhra", de circulação bimestral, editado pela referida secretaria. Envolvido com teatro, artes plásticas, deixou na música popular a sua contribuição mais efetiva como compositor, letrista e produtor de espetáculos e de discos. Desde 1968, quando venceu o I Festival da Canção do Amazonas, Anibal foi colecionando prêmios com mais de 18 primeiros lugares em festivais em sua terra, no Brasil e no exterior. Representou o Brasil no VIII Festival de Joropo de Villa Vicencio, Colômbia (1969); Foi o único artista amazonense a se classificar e se apresentar no Festival Internacional da Canção FIC, em 1970, com a música "Lundu do Terreiro de Fogo", defendida pela cantora Ângela Maria. Tem músicas gravadas por vários artistas brasileiros como: Ângela Maria, As Gatas, Coral JOAB, Felicidade Suzy, Nilson Chaves, Eudes Fraga, Lucinha Cabral, Dominguinhos do Estácio; Bira Hawaí, Aroldo Melodia, Jander, Raízes Caboclas, Mureru, Roberto Dibo, Célio Cruz, Arlindo Junior, Paulo Onça, Paulo André Barata, Almino Henrique, Pedrinho Cavalero, Pedro Callado, Delço Taynara, Grupo Tymbre e outros. Anibal Beça, além da sua condição artística, era produtor e animador cultural nato. Sua participação ampla, por diversos setores artísticos, que se estende até à manifestação da arte mais popular brasileira, o carnaval, fez com que fosse lembrado, e merecidamente homenageado, este ano de 99, como tema de enredo "Anibal Bom à Beça" da Escola de Samba Sem Compromisso. Fez parte da Ala dos Compositores das Escolas de Samba Reino Unido da Liberdade e Sem Compromisso, dando a esta última, seu único título pela autoria do enredo e do samba de enredo "Joana Galante - Axé dos Orixás", e classificou a referida escola entre as três primeiras colocações com os samba de enredo: "Hotel Cassina - Apoteose Boêmia", "Hoje tem Guarany", "Vento e sol, passa cerol - A Arte de empinar papagaios" ; "Sol de Feira - O pregão da Alegria". Seu primeiro livro Convite Frugal, data de 1966 .A propósito de sua poesia, o poeta Carlos Drummond de Andrade, teceu, em 31 de julho de 1987 - pouco antes de morrer - o comentário: "Li Filhos da Várzea, os poemas-pôster e os haicais afetuosamente a mim dedicados. Obrigado por tudo, meu caro poeta. É de coração aberto que lhe desejo a maior receptividade pública e compreensão para a bela poesia que está elaborando e que, espero, marcará seu nome como um dos que engrandeceram o cultivo artístico do verso." Em 1994, com o livro Suíte para os Habitantes da Noite, sagrou-se vencedor, dentre 7.038 livros de todo o país, do 6º Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira - categoria poesia. O livro, lançado sob o selo da editora Paz e Terra, saiu em 1995. Outros livros: Filhos da Várzea, ed. Madrugada, 1984, abrigando o livro Hora Nua; Marupiara - Antologia de Novos Poetas do Amazonas, (organizador) Ed. Governo do Estado do Amazonas, 1985; Quem foi ao vento, perdeu o assento (Teatro) Ed. SEMEC, 1986; Itinerário Poético da Noite Desmedida à Mínima Fratura, Ed. Madrugada, 1987; Banda da Asa - poesia reunida, Ed. Sette Letras, 1998; contendo o livro inédito Ter/na colheita. Aníbal Beça era membro da União Brasileira de Escritores, do Coletivo Gens da Selva (ONG) e do Clube da Madrugada, entidade instauradora dos movimentos renovadores no campo literário e artístico do Amazonas. Em junho de 99, representou o Brasil no VIII Festival Internacional de Poesia de Medellín, e em agosto/99 no Encontro Internacional de Escritores da Associação Americana para o desenvolvimento cultural, em Bogotá. Aníbal Beça morreu em Manaus, no dia 25 de agosto de 2009. Fonte: www.portalamazonia.com.br/amazoniadeaz/interna.php?id=324

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    Amazonas, Brasil

    Anibal Beça