A Guerra de Guerrilhas no Brasil, de Fernando Portela, narra a história, cujo processo se deu entre os anos de 1966 a 1975, que tinha como o foco principal implementar uma revolta armada, com objetivo de derrubar o Governo Militar. Isso ocorreu na região sul do Pará e nas proximidades do rio Araguaia. As forças guerrilheiras eram constituídas, principalmente, por estudantes universitários e membros do Partido Comunista. O grupo armado tinha boas relações com o povo da região, que era oprimido por autoridades locais, o que facilitou muito para eles. Eram pessoas que sobreviviam em condições miseráveis e dependiam muito das grilagens de terras. O grupo revolucionário desenvolveu impressionantes táticas de guerras. Mas, mesmo com o conhecimento que ganharam na mata, não se mantiveram por muito tempo, pois haviam grandes dificuldades que consequentemente acarretariam em suas derrotas. No livro fica evidente que tudo isso foi orquestrado pelo Comitê Central do PC do B e após o fim dessa guerra muito desses revolucionários morreram e alguns dos sobreviventes tendo sido condenados. Há vários relatos de torturas praticadas pelos Militares. Muitos dos documentos que comprovariam isso acabaram destruídos por ondem do alto escalão das Forças Armadas. Pouco se falou desse evento histórico, boa parte desses acontecimentos foram contados por alguns dos praticantes comunistas e guerrilheiros, que foram entrevistados. Até hoje, as narrativas sempre são contadas por partes da esquerda e muitas das vezes com a intenção de exaltar este ato “heroico”.