In a frozen, apocalyptic landscape, destruction abounds: great walls of ice overrun the world and secretive governments vie for control. Against this surreal, yet eerily familiar broken world, an unnamed narrator embarks on a hallucinatory quest for a strange and elusive “glass-girl” with silver hair. He crosses icy seas and frozen plains, searching ruined towns and ransacked rooms, all to free her from the grips of a tyrant known only as the warden and save her before the ice closes all around. A novel unlike any other, Ice is at once a dystopian adventure shattering the conventions of science fiction, a prescient warning of climate change and totalitarianism, a feminist exploration of violence and trauma, a Kafkaesque literary dreamscape, and a brilliant allegory for its author’s struggles with addiction—all crystallized in prose glittering as the piling snow. Kavan’s 1967 novel has built a reputation as an extraordinary and innovative work of literature, garnering acclaim from China Miéville, Patti Smith, J. G. Ballard, Anaïs Nin, and Doris Lessing, among others. With echoes of dystopian classics like Ursula Le Guin’s The Lathe of Heaven, Kurt Vonnegut’s Cat’s Cradle, and J. G. Ballard’s High Rise, Ice is a necessary and unforgettable addition to the canon of science fiction classics.
Ice - 50th Anniversary Edition
Anna Kavan
Edições (6)
Ver mais3.5 Bem vindos a mais uma edição do vício contemporâneo em Anna Kavan. Gelo é o livro que eu mais queria empurrar para meu clube do livro, e acho que devo me desejar com sorte que não foi votado. Acho que eu seria banido do clube. Anna Kavan já é relativamente incompreensível e surrealista em suas antologias de contos (só li Julia & the Bazooka até então), mas aqui as coisas são elevadas a um extremo, pois tudo é claramente conectado, mas ao mesmo tempo tão não explicado, mal alinhado e circular. Nos contos tudo se conecta em temas e elementos; mas aqui quando é tudo é mais claramente imbricado, a trama vai se perdendo em sonhos e desilusões e longas viagens de barco. A história é irrelevante, mas as vibes são imaculadas. Tem uma anoréxica anêmica coitada que fica correndo por aí enquanto o narrador persegue ela para salvá-la (lê-se: abusar dela). Você passa o livro na cabeça do maluco, e vai percebendo que ele é desajustado, e que o grande antagonista que vive roubando a garota talvez seja ele também. Mas talvez não: o livro não se dá ao trabalho de explicar. É tudo escrito com uma dose considerável de drogas, o que gera uma ambientação curiosa e desesperadora. A mulher é a figura mais interessante, e o interessante é que ela nem mesmo é um personagem, ela só é vista através dos olhos e das desilusões dos homens, habitando uma posição eterna de vítima e de donzela, definida como homens a definem e se perdendo nesse papel. É um livro fascinante, um sonho febril, realmente febril; por vezes eu descrevo histórias como caindo nesse onírico (Vita Nostra/Body After Body); mas esse é realmente mergulhado no surrealismo, onde tudo propositalmente cai para a irracionalidade, e a fantasia é construída na falta de sentido do mundo. O slipstream aqui degenera em uma série de fatores que se conectam mas não perfeitamente, tudo levado por uma paixão obsessiva que não demora para deixar claro que não é saudável para ninguém envolvido. Gostei da experiência, mas é um livro difícil, meio cansativo, onde você não pode se ater muito aos fatos pois eles não se atém realmente a si mesmos. É um livro que falta uma conclusão, onde você tem que assumir coisas por si mesmo, e onde nenhum personagem é agradável de se acompanhar. Extremamente experimental, único, incômodo. Prefiro muito mais os contos aos romances - os quais pretendo revisitar, ao contrário desse - mas é possível perceber um mesmo estilo de ambientes borrados e mentes confusas.
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Avaliações
3.5 / 11- 5 estrelas18%
- 4 estrelas27%
- 3 estrelas27%
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