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    História do estruturalismo, vol. II - O canto do cisne: de 1967 a nossos dias

    François Dosse

    Edusc
    2007
    385 páginas
    12h 50m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    6 avaliações
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    Favoritos1Desejados35Avaliaram6

    "História do estruturalismo" é um exercício vigoroso de reflexão sobre a história intelectual contemporânea, tendo por objetivo privilegiado o estruturalismo. O segundo volume, "O canto do Cisne, de 1967 aos nossos dias", enfoca a reinvenção e a desconstrução do estruturalismo. O ápice do movimento se deu em 1966, pois são publicados ao mesmo tempo "As palavras e as coisas", de Foucault, "Escritos", de Lacan e "Crítica e verdade", de Barthes, culminando com a insurreição estudantil de 1968. Se a ênfase do primeiro volume tinha sido mais a dimensão epistemológica do estruturalismo, neste segundo volume a perspectiva ideológica ganha realce. Batidos pela crítica à excessiva estruturalização, pela exclusão quase absoluta do homem, tornado fragmento impotente da fria malha estrutural, da plena desistorização, os intelectuais inseridos no movimento reavaliam suas posições, propondo novas abordagens que transitariam da preservação do essencial do estruturalismo à sua total negação, em que se destacam Kristeva, Todorov, Chomsky, Derrida, Bourdieu e tantos outros, que pouco a pouco repõem a estrutura, ?um conjunto operacional de significação indefinida?, na história, anunciando a revanche do sentido. Revelar os impasses do estruturalismo, diz Dosse, não significa em absoluto a simples volta ao que era antes, à época dourada do Iluminismo, mas, ao contrário, um passo adiante rumo ao futuro, o da constituição de um humanismo histórico.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Bruno Godinho picture
    Bruno Godinho16/11/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Nesse trabalho interessantíssimo e, certamente, polêmico sob alguns ângulos, François Dosse não apenas conta a história dos acontecimentos das vidas individuais que compuseram o estruturalismo, mas ele as reúne, sob vários aspectos, para que elas componham coletivamente o mosaico desse influente movimento intelectual francês. Em termos de método, o livro é muito interessante. O autor se utiliza da prosopografia, ou seja, uma espécie de biografia coletiva. Articulando o declínio da filosofia existencialista como ponto de partida, ele se lança em diversas direções buscando os indivíduos e momentos fundadores do estruturalismo. Esses indivíduos são, é claro, a nata da intelectualidade francesa das décadas de 1950 e 1960, a começar pelo antropólogo Claude Lévi-Strauss. Os momentos, por outro lado, são de várias ordens: ascensões de carreira, avanços e recuos institucionais, publicações que marcaram época e geraram abalos no edifício intelectual francês. Esse último ponto é, sem dúvida, muito interessante aos leitores dos volumes. Dosse não se limita a relatar os fatos de uma publicação (quando foi publicado e por quem, através de qual editora, etc.), mas leu e interpretou os textos. E creio que aqui é o ponto mais interessante: sua história do estruturalismo não é uma simples biografia de um movimento intelectual num sentido narrativo, mas, sobretudo, num sentido interpretativo. Em outras palavras, o estruturalismo de François Dosse é o <i>seu</i> estruturalismo. É isso que permite que Dosse reúna, em sua obra, as biografias de intelectuais que veementemente rejeitaram uma filiação direta ao estruturalismo, como Michel Foucault. Fica óbvio que indivíduos como Foucault (e, sem dúvida, mais ainda Jacques Lacan) se alimentaram do bonança institucional da França dos anos 1960-1970. E, em parte, é preciso admitir que esse período de expansão se deu em grande parte em razão da valorização de intelectuais de gerações anteriores que abriram caminho e consolidaram departamentos, universidades, grupos de pesquisa, revistas, etc. Por outro lado, isto por si só não é razão suficiente para colocar os autodeclarados <i>outsiders</i> dentro desse círculo. A narrativa de Dosse é bastante envolvente e apresenta situações muitas vezes inusitadas que humanizam significativamente estas figuras quase míticas que gerações de jovens (às vezes nem tão jovens assim) pesquisadores de ciências humanas, como eu e outros, não tiveram oportunidade de ver, ouvir, dialogar. Ainda que se discorde da unidade (ainda que ela não seja propriamente homogênea) do estruturalismo de Dosse, é uma importante obra que esclarece não apenas o contexto, mas o pensamento de muitos dos grandes intelectuais franceses que, ainda hoje, lemos e nos quais apoiamos grande parte de nossas ideias sobre o mundo contemporâneo.

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    François Dosse

    François Dosse (21 de septiembre de 1950) es un historiador y epistemólogo francés, especialista en historia intelectual.

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    François Dosse