- Afinal, o que está acontecendo com a Medicina? - Guerra total: evolução das estratégias militares - Amor de mãe - O fim da privacidade E muito mais!
Superinteressante Nº 164 (Maio de 2001) - Afinal, o que está acontecendo com a Medicina?
não informado
Maio de 2001
"O que está acontecendo com a Medicina?" As primeiras edições da Super no novo século destacaram a saúde como tema de capa. Nesta, foram apresentados questionamentos como alto custo de medicações e exames, além de ineficiência de alguns tratamentos. O foco não foi a calamidade no sistema de saúde pública, mas uma insatisfação com a Medicina em si. Disposição que também esteve presente na edição de Fevereiro daquele ano, sobre a eficiência das vacinas. No "achômetro" que todos tem, acredito que reflete a percepção sobre a entrada no ano 2000 e no novo século em 2001, que no imaginário representaria um "alvorecer de maravilhas", no entanto algumas coisas apresentam-se defasadas. A edição de Janeiro de 2001, por exemplo, teve mensagem entusiasta sobre vacina contra o câncer que, segundo as pesquisas, seria uma conquista em breve. Aí então, refletindo sobre a proposta da Medicina na atualidade, concluiu-se uma série de aspectos tidos como desatualizados com os novos tempos. Isso é só um devaneio... Voltando à reportagem, concordo com a definição que a revista traçou sobre a Medicina, de contentar-se e invariavelmente assentar-se em três aspectos: de ver o homem como uma máquina, o profissional da saúde como uma espécie de mecânico e a Medicina como busca de defeito. Conceito limitado, né... Percebes a canalização a materialidade? É isso que a reportagem discute, sobre a relevância psicossomática e necessidade de atualização e investimento na questão. Foi bastante interessante a breve reflexão em Hipócrates (não é "o pai da dita cuja"?) que agia fundamentado na saúde física e mental. Algo que em termos práticos tem sido deixado de lado, com a Medicina reduzida a uma suposta exatidão material, no que tem sido contestada, seja nas medicações ou em desdobramentos terapêuticos que se importam mais com o lucro pessoal. Certamente, não era o que esperava o imaginário no rompimento de um novo tempo... Ah, e tem uma parte que fala de holismo e terapias alternativas, no que não me entusiasmei, pois fujo dessas coisas do exoterismo, o que para mim é diferente da fé no Senhor Jesus. A reportagem vai por aí e foi o que entendi... "Que viagem?" Uh, mano! Olha aí como os novos tempos pareciam ser das maravilhas... Essa reportagem especulou sobre turismo pra lá de futurista e já para o ano 2020, com direito a viagens no espaço, no fundo do mar e pararí parará... É o "achômetro" em que todos podem viajar, afinal, como já dizia Einstein: "o raciocínio lógico leva de A para B, e a imaginação para qualquer lugar". Claro, claro, são especulações científicas, um dia possivelmente viáveis... No meu achômetro, nesse novo século dá para concluir que a cabeça voou para muitas coisas, no entanto, houve uma espécie de involução, com o homem deparando-se com lutas e experimentações que deveriam ser coisa do passado... Doenças ressurgiram (uma parcela pelo nosso descuido de viver o futuro e esquecer o básico no presente, como cuidados com a vacinação), calamidades aconteceram (algumas também por descuidos em situações estabelecidas a tempos e não resolvidas na percepção do ideal), etc e tal... O século 21 está sendo visceral, sangrando em coisas que não imaginávamos. No momento, por exemplo, minha cidade está em racionamento porque nossa infraestrutura energética foi tratada sem o mérito que devia ter, vergonhosamente atrelada a coisas arcaicas e não renovadas... Será que me faço entender... É a "era das maravilhas", com apagões, pandemia, caos em setores públicos... "Sorria: você está sendo filmado" A espionagem na internet sobre o cidadão não é mais surpresa, mas no contexto dessa reportagem foi um alerta. Detalhe, nem tinha rede social (tinha?). Se sim era limitada, desconhecida da maioria e usada por poucos. Atualmente não só as pessoas sabem da espionagem, suponho, mas existe deliberadamente a superexposição, muitas vezes por coisas fúteis. "A arte da guerra" Não, não! Nenhuma abordagem sobre Sun Tzu. De certa maneira até pode ser... Em verdade, fala da evolução das táticas de guerra, passando pelas manobras dos macedônios, romanos, cavaleiros medievais, soldados de Napoleão, das duas grandes guerras e da atualidade. Curioso que as disposições mais equivocadas seriam dos exércitos medievais, onde basicamente era um cada um por si, na garra... Pelo menos o que o texto expressou. "Instinto não, investimento" O raciocínio dito científico muitas vezes tem percepção das coisas de maneira horrenda. Não sou adepto de tudo que apresenta, como nessa reportagem sobre o amor materno, que nada mais seria que relação de custo e benefício para preservação de grupo. Exemplos na natureza foram colocados em paralelo para apoiar. Estou vendo nisso uma percepção materialista... Então o que falar do altruísmo, amor ágape... Não creio no amor dito na reportagem como uma negociata interesseira. Leitura no contexto da pandemia e racionamentos vergonhosos em Macapá...
Estatísticas
Avaliações
0 / 0- 5 estrelas0%
- 4 estrelas0%
- 3 estrelas0%
- 2 estrelas0%
- 1 estrelas0%


