Traditional and Analytical Philosophy: Lectures on the Philosophy of Language (Cambridge Philosophy Classics) -

    Ernst Tugendhat

    Cambridge University Press
    2016
    446 páginas
    14h 52m
    ISBN-10: B01GG0942M

    Ernst Tugendhat's major work, Vorlesungen zur Einführung in die sprachanalytische Philosophie (1976), was translated into English in 1982. Although trained in Heideggerian phenomenological and hermeneutical thinking, Tugendhat increasingly came to believe that the most appropriate approach to philosophy was an analytical one. This influential work grew from that conviction and brought new perspectives to some of the central and abiding questions of metaphysics and the philosophy of language. Presented in a fresh twenty-first-century series livery, and including a specially commissioned preface written by Hans-Johann Glock, illuminating its enduring importance and relevance to philosophical enquiry, this impressive work has been revived for a new generation of readers.

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    j. henrique23/07/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma robusta introdução à filosofia

    A concepção de filosofia que Tugendhat desenvolve nessa obra faz com que o título do livro pareça redundante. Falar de uma filosofia analítica da linguagem, aqui, não indica uma análise linguística como um mero ramo da filosofia. Pelo contrário, o filosofar analítico-linguístico (a filosofia não existe de maneira estanque, mas sim como uma atividade), foi exposto pelo escrutínio da história como o filosofar, até então, triunfante. O modo de filosofar paulatinamente descoberto - ou inventado - pelo autor no decorrer das lições só pode se apresentar com o confronto com outros modos de filosofar. Muito embora, não é assumida uma existência prévia de uma filosofia analítica da linguagem para que se faça esse contraste. O que existe é uma ideia vaga de como o método de análise da linguagem seria, ou vem sendo, aplicado na filosofia. É com essa ideia que a construção do filosofar dialogará. A aplicação da análise da linguagem na filosofia não é coisa nova. A novidade reside no caráter final de uma análise linguística, que sempre foi utilizada como um meio para atingir as coisas, e para filósofos da linguagem, como o Wittgenstein do Tractatus, todos os problemas da filosofia podem ser resolvidos através da análise lógica da linguagem. A maneira como Tugendhat conduz as lições, justificando o triunfo da semântica formal sobre a ontologia e confrontando o filosofar analítico-linguístico com outras abordagens, como a filosofia da consciência, faz o livro funcionar como uma obra robusta de introdução à filosofia. Tugendhat ainda amplia a análise linguística das sentenças assertóricas em direção a um igual cuidado com as sentenças intencionais e imperativas, que constituem a sua concepção paulatinamente desenvolvida de filosofia prática. O resgate do cuidado com a ética, ou filosofia prática, como se queira chamar, se dá por via de uma análise sentencial, como a análise das sentenças de intencionalidade proferidas. O modo como Tugendhat conduz essa análise toca questões como a da liberdade humana e determinismo, desembocando em perguntas práticas implícita ou explicitamente conectadas com expressões tipicamente éticas como "o melhor" e "bom". A preferência a algo por ser bom ou melhor tem como base razões objetivas, e não meros gostos subjetivos, visto que precisam ser justificados, fundamentados, assim, quando perguntamos a alguém sobre o que é aconselhável fazer, estamos perguntando o que é racional fazer, diz Tugendhat. Razão, que é chamada pelo autor de "capacidade para legitimação absoluta" (justificação), que existe apenas em relação a enunciados. A efetivação concreta da questão prática fundamental é, ao final, definida como a tarefa filosófica mais importante.

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