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    Uma Coisa Absolutamente Fantástica (Uma Coisa Absolutamente Fantástica #1) -

    Hank Green

    Seguinte
    2018
    344 páginas
    11h 28m
    ISBN-13: 9788555340758
    Português Brasileiro
    4
    880 avaliações
    Leram1059Lendo42Querem1291Relendo1Abandonos43Resenhas150
    Favoritos115Desejados1291Avaliaram880

    Em seu aguardado livro de estreia, Hank Green traz a história original e envolvente de uma jovem que se torna uma celebridade sem querer – mas logo se vê no centro de um mistério muito maior do que poderia imaginar. Enquanto volta para casa depois de trabalhar até de madrugada, a jovem April May esbarra numa escultura gigante. Impressionada com sua aparência – uma espécie de robô de três metros de altura –, April chama seu amigo Andy para gravar um vídeo sobre a aparição e postar no YouTube. No dia seguinte, a garota acorda e descobre que há esculturas idênticas em dezenas de cidades pelo mundo, sem que ninguém saiba como foram parar lá. Por ter sido o primeiro registro, o vídeo de April viraliza e ela se vê sob os holofotes da mídia mundial. Agora, April terá de lidar com os impactos da fama em seus relacionamentos, em sua segurança, e em sua própria identidade. Tudo isso enquanto tenta descobrir o que são essas esculturas – e o que querem de nós. Divertida e envolvente, essa história trata de temas muito relevantes nos dias atuais: como lidamos com o medo e o desconhecido e, principalmente, como as redes sociais estão mudando conceitos como fama, retórica e radicalização. "Engraçado, empolgante e uma delícia de ler. Eu sabia que Hank seria bom nisso, mas não sabia que já seria tão bom na primeira tentativa." - John Scalzi, autor de Guerra do velho e ganhador do prêmio Hugo

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    jonathan chagas picture
    jonathan chagas12/09/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    o quão longe conseguimos ir enquanto seres humanos?

    em seu livro de estreia, hank green nos apresenta a um universo audacioso e bem menos voltado ao romance do que se esperaria do irmão mais novo de john green, escritor dos best-sellers “a culpa é das estrelas e quem é você alasca?, sucessos entre o público jovem. nele, robôs gigantes apareceram misteriosamente em várias das grandes cidades ao redor do mundo, gerando dúvidas entre a população, governos e até mesmo nos maiores especialistas das mais diversas áreas da ciência, por sua composição aparentemente impossível perante tudo o que a humanidade conhece até então. após a possibilidade de uma campanha publicitária ser descartada nas redes sociais, imediatamente tecnologia alienígena parece ser a única explicação plausível para a situação e, com isso, april may, uma simples designer moradora de nova york e a voz acidental por trás do primeiro contato e primeira documentação para a internet dos novos “visitantes” do planeta terra, se encontra em meio aos holofotes como uma das novas celebridades queridinhas do momento, possível traidora da humanidade e embaixadora de toda uma raça alienígena — ? que pode ou não ser genocida. o livro apresenta vários pontos muito interessantes, que o tornaram tão único para mim. irei listá-los a seguir em tópicos, seguindo o exemplo de april may, a nossa narradora em primeira pessoa, que organiza seus pensamentos dessa forma do início ao fim do livro, sempre incluindo, é claro, um ou dois comentários perspicazes e muito bem humorados. então vamos lá: 1. uma das coisas que mais me chamou a atenção é o quão real essa obra consegue ser no que diz respeito à humanidade e ao seu comportamento: a forma como hank conduz os pensamentos, falas e posicionamentos de april em relação ao que acontece ao seu redor, como ela se afunda cada vez mais em meio a fama e a personagem que precisa construir caracterizando e descaracterizado partes da sua própria personalidade, trazendo à tona o reflexo do que tantas pessoas que conhecemos, públicas ou não, têm de pior dentro de si, e que talvez nós mesmos, você e eu, tenhamos, É SIMPLESMENTE GENIAL; “—?? NÃO SEI, APRIL ? ELA DISSE, MEIO DESANIMADA. TALVEZ PORQUE TÍNHAMOS CHEGADO PERTO DE TOCAR EM OUTROS ASSUNTOS E, DE NOVO, EU NÃO DEIXEI QUE ACONTECESSE. — ? TALVEZ OS CARLS NÃO TENHAM TE ESCOLHIDO POR QUEM ERA, MAS POR QUEM PODIA SE TORNAR.?” 2. além da critica voltada a fama e o que a influência pode fazer com as pessoas que a detém, a trama também nos convida a avaliar os impactos no público influenciado de modo geral, apoiadores e opositores, fãs e haters de uma causa, trazendo paralelos muito interessantes à coisas que vivenciamos nos últimos anos. em um determinado ponto do livro, a humanidade se divide em dois lados: as pessoas que estão à favor de carl, e do que ele pode fazer de bom PELA a humanidade, e as pessoas que estão contra carl, que temem o que ele pode fazer CONTRA a humanidade. partindo desses grupos, teorias da conspiração e posicionamentos extremistas tomam conta das redes sociais, de modo semelhante às eleições dos eua em 2016 e às do brasil em 2018, onde houve uma bipolarização em torno de candidatos e em muitas das discussões o respeito foi deixado de lado. mais três paralelos ainda mais atuais são as rixas entre artistas, a cultura do cancelamento e até mesmo as posições sobre a pandemia de covid-19 que ainda estamos vivendo, onde existem grupos anti-vacina, máscaras e isolamento social e o grupo sensato, que é à favor de seguir as recomendações da organização mundial da saúde (OMS); “?ENTÃO CONTRA-ARGUMENTEI QUE AQUELAS PESSOAS ERAM BABACAS INSTÁVEIS, ENTÃO NEM DEVÍAMOS DAR OUVIDOS. MAYA CONCORDOU QUE ERAM TODAS PIRADAS, MAS JUSTAMENTE POR ISSO DEVÍAMOS PRESTAR ATENÇÃO.”? 3. e por último mas não menos importante, temos april may e a escrita de hank green. é incrível o quanto april é uma personagem cativante, complexa e cheia de ensinamentos para passar, tanto morais quanto culturais e, além de extremamente inteligente e antenada no que acontece ao redor, independente de qual seja o assunto, ela é muito sincera sobre si mesma, o que não me fez ter dúvidas sobre suas atitudes e erros, mas sim ter empatia e perceber que também sou passível de tais. acredito que hank tenha usado muito do seu conhecimento pessoal para a construção dessa história, e fez isso de forma muito inteligente e sem forçar a barra, o que garantiu uma chuva de conhecimentos científicos misturados à cultura pop. e como se todas essas coisas supracitadas não fossem o suficiente, é muito fácil se envolver nos dramas pessoais e sobre a carreira de april, de se pegar imaginando seus próximos passos e suas posições e de torcer para que ela enxergue o que vem a seguir. o livro termina de forma absurdamente instigante e cheia de questões e dúvidas para serem resolvidas, deixando todas possibilidades possíveis em aberto para a sequência, um esforço lindo e fútil, que foi publicado pela editora seguinte. encerro convidando vocês para conhecer esse livro, que é literalmente uma coisa absolutamente fantástica!

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    4 / 880
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas23%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
    William Henry Green II profile picture

    William Henry Green II

    William Henry Green II (5 de maio de 1980) é um empresário, músico, educador, produtor e vlogueiro americano. Ele é mais conhecido por seu trabalho no YouTube com o canal Vlogbrothers junto com seu irmão, John Green, além de criar conteúdo educacional na mesma plataforma com os canais Crash Course e SciShow. Green é também co-criador da VidCon, a maior conferência online de vídeos do mundo, com seu irmão John Green, e criou a NerdCon: uma conferência centrada em conto de histórias. Ele ainda é co-criador da websérie The Lizzie Bennet Diaries (2012–2013), que é uma adaptação de Orgulho e Preconceito no estilo de vídeo blogs. Ele também é fundador do blog de tecnologia ambiental chamado EcoGeek e o Internet Creators Guild, e co-fundou a companhia de mercadoria DFTBA Records, uma plataforma de financiamento colaborativo — através do Patreon em 2015 — da companhia DFTBA Games e a empresa de produção de videos online Pemberley Digital, que produz adaptações de vídeo blogs de romances clássicos em domínio público. Como músico já lançou quatro álbuns de estúdio (So Jokes, This Machine Pwns n00bs, Ellen Hardcastle e Incongruent).

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