Leão-de-chácara
Terminei hoje a leitura de Leão-de-chácara, do escritor João Antonio. O livro possui 4 contos, além de um apêndice e uma entrevista ao final. Os contos tem uma linguagem marginal, vadia, malandra. Livro sonoro, para ler em voz alta. Como escrito na introdução ao livro, o autor chegou a ser chamado de Guimarães Rosa urbano, por causa do seu estilo. As histórias podem ser de ficção, mas os cenários e as personagens são pra lá de reais. Existem em qualquer cidade média do no Brasil. Todos os contos se desenrolam em um ambiente marginal, malaco. São relatos de leões-de-chácaras (os famosos seguranças que ficam na porta das zonas) que vivem na noite, entre uma zona e outra, um puta e uma cafetina. A linguagem é direta, sem meias palavras. Não indico para quem gosta apenas de leituras meladas, amorosas. O ritmo do livro é seco,grosso; de frases curtas. Uma literatura bandida do mais alto nível.




