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    Incesto - Diários não-expurgados de Anaïs Nin (1932-1934)

    Anaïs Nin

    L&PM
    2008
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-13: 9788525417947
    Português Brasileiro
    4.1
    55 avaliações
    Leram124Lendo18Querem329Relendo1Abandonos13Resenhas4
    Favoritos8Desejados329Avaliaram55

    Após os acontecimentos relatados em Henry & June (Coleção L&PM Pocket), este volume dos diários não-expurgados de Anaïs Nin detalha o conturbado período de sua vida entre os anos de 1932 e 1934. Mesmo nutrindo grande amor e ternura pelo marido, Hugh Guiler, Anaïs não consegue dar vazão a seus desejos sexuais dentro do casamento e entrega-se a aventuras com os doutores René Allendy e Otto Rank, seus psicanalistas, e com Henry Miller, o escritor maldito, então em plena fase de conclusão do seu Trópico de Câncer. Para complicar ainda mais a equação amorosa, em 1933 a autora reencontra o pai, a quem não via desde menina, e acaba envolvida em um perturbador relacionamento incestuoso. O livro relata, inclusive, em páginas comoventes e atualíssimas, a decisão impossível que ela se vê obrigada a tomar quando descobre uma gravidez indesejada. Em uma prosa arrebatadora e repleta de nuances poéticas, Anaïs Nin registra o relacionamento com seus amantes e, no caso de Miller, o intercâmbio literário é um dos pontos altos, assim como seus encontros com outras figuras de vanguarda da época, como por exemplo o dramaturgo Antonin Artaud. São abordados temas como esperança, amor, sexo e frustração, sempre no tom intimista de uma mulher que escreve para si mesma. O estilo da autora é denso e honesto, marcado por uma fraqueza que inclui descrições detalhadas de seus estratagemas para enganar pessoas próximas a fim de ocultar sua vida dupla um dos motivos que manteve as versões integrais dos diários longe do público por tanto tempo. O primeiro volume foi publicado em 1966, mas, para preservar a família e os amantes, a escritora decidiu excluir trechos comprometedores ou explícitos, além de alguns nomes, como o do esposo Hugh. Somente em 1986, quase dez anos após a morte de Anaïs, Rupert Pole, seu segundo marido, começou a realizar o desejo expresso em vida pela autora de que todos os volumes dos Diários fossem editados em versões sem cortes, em volumes agora disponíveis ao leitor brasileiro.

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    Resenhas (4)Ver mais
    Valério Santos Teixeira picture
    Valério Santos Teixeira22/09/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Impressionante

    À época em que escreveu este diário, Anais Nin tinha apenas 25 anos. Mas o debate filosófico existencial é riquíssimo na obra. E, ainda mais forte é a análise psicológica que Anais faz de todos à sua volta. Parece até que há um mundo diferente do nosso à sua volta. Mundo este criado pela própria. A devassidão e a forma como se perde em erotismo e na sensualidade é desconcertante. Especialmente se levarmos em conta a época em que foi escrito. Tanto que Anais Nin só autorizou a publicação 10 anos após sua morte, já estando todos os citados também mortos. Anais tem caso com todos e, como já diz o título, até com seu familiar mais próximo. É necessário estômago para ler este livro. Extremamente pesado, principalmente se levarmos em conta ser uma história real.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 55
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas2%
    Anaïs Nin profile picture

    Anaïs Nin

    Anaïs Nin foi uma autora nascida na França. Tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler. Seus romances e narrativas, impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se Delta de Vênus (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e europeia. Foi realizado no cinema em 1990 um filme, Henry & June, dirigido por Philip Kaufman, que falava do período que Anaïs Nin conheceu Henry Miller. Anaïs Nin foi interpretada pela atriz portuguesa Maria de Medeiros.

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    Anaïs Nin