De volta a saga de Artemísia e Perseu.
Este volume ainda continua com os erros ortográfico dos seus anteriores, mas ainda sigo com a defesa que um editor pode corrigir este problema.
Gosto de como Artemísia já estava resgatada no início deste volume e que rapidamente ficamos sabendo como isso ocorreu. Irei ler o próximo volume que, com certeza, nos trará a visão de Perseu deste resgate. E de, principalmente, como ele convenceu seus amigos a ir na missão visto que a guerra já estava perdida e não teriam muito mais riquezas a obter.
Em alguns momentos a história se passa extremamente corrida e atropelada.
Tal qual nos volumes anteriores, ainda vejo muita repetição no desenrolar. Vimos, pelos olhos de Artemísia, quando Epaminodas decide sacrificar Perseu por achar que ele não mais acordaria e, quando este se recupera, temos duas páginas de seus companheiros contato para ele este debate e como se deu sem nenhuma informação adicionada.
Um ponto positivo é que os diálogos entre Artemísia e Perseu melhoraram bastante. O que demonstra uma evolução neste relacionamento. Inclusive, ele a diz que voltou dos mortos por sua causa e a beija nas mãos. Algo que, até então, não havia ocorrido. Em outro momento veríamos algo muito mais sexual.
Alguns erros de continuidade me incomodam muito. Ao combater o persa de mais de 2 metros, que atacara Artemísia quando criança, ela não o conhecia, com o desenrolar do combate, vemos que ela observa os movimentos do seu inimigo já falando, para si mesma, o nome dele. E ainda piora. Após o combate, já com suas amazonas, Artemísia interroga um inimigo e já em sua primeira pergunta indaga quem é Otanixos.
A história de Otanixos também é um pouco confusa. Tisafernes o compra como escravo, após o ver lutando nas arenas quando tinha aproximadamente 12 anos. Otanixos recebe treinamento, por ordens de Tisafernes, e após superar seus mestres vira seu guarda e mata a primeira pessoa ainda com 12 anos. Ou ele é um verdadeiro prodígio ou o tempo não passou.
Neste volume, diferente dos anteriores, há uma intermitência de vocabulário. Ora muito formal ora nada formal. Em alguns discursos de Xenofonte eu não consigo entender nada.
Cnéias o Rei dos Cítas mostrasse um bom Rei que pensa em suas tribos como um todo. Mostrasse também bastante político. Outro ponto de evolução de personagem.
Ainda não sei quando irei ler o próximo da saga. Este, certamente foi o que menos me empolgou.