Eu só leio séries de livros quando tenho todos os volumes. Agora, posso adentrar nos três volumes da série do James Smith sobre liturgias culturais.
Nesse primeiro livro, ele parte para definição de termos e porque alguns são inapropriados. Ele bate no conceito de cosmovisão, por exemplo, por achá-lo muito racionalista. Eu entendi o que ele quis dizer, ao focar em questões afetivas, que antes de "escolhermos" uma cosmovisão nós sentimos e amamos. Até tem muito em comum com a ideia de conhecimento tácito do Michael Polanyi, quem ele não cita. Smith se apoia basicamente em Taylor. Não concordo totalmente com esse abandono, mas com certeza sua noção de que somos o que amamos é fundamental pra pensarmos nossas práticas, "religiosas" e até acadêmicas. Eu até acho que a questão da educação poderia ter sido melhor tratada, o que ele disse que fará (fez?). Com certeza é um excelente livro, abrangente pra repensarmos um monte de coisas. Durante a leitura vamos adquirindo uma maior atenção pelas liturgias do cotidiano, até aquelas que achamos que não têm importância. Fiquei aqui fazendo conexões com autores que leio, como Albert Borgmann e Michael Polanyi, principalmente. Uma conversa profícua! É um livro que merece ser lido, estudado e aplicado em nossa vida, pra abandonarmos de vez ideias reducionistas como "vida cristã".