The Lady of The Camellias (Penguin Classics) -

    Alexandre Dumas fils

    Penguin Classics
    2013
    238 páginas
    7h 56m
    ISBN-10: 014310702X

    "One of the greatest love stories of all time," according to Henry James, and the inspiration for Verdi’s opera La Traviata, the Oscar-winning musical Moulin Rouge!, and numerous ballets, stage plays (starring Lillian Gish, Eleonora Duse, Tallulah Bankhead, and Sarah Bernhardt, and films (starring Greta Garbo, Robert Taylor, Rudolph Valentino, Isabelle Huppert, and Colin Firth), The Lady of the Camellias itself was inspired by the real-life nineteeth-century courtesan Marie Duplessis, the lover of the novel’s author, Alexander Dumas fils. Known to all as “the Lady of the Camellias” because she is never seen without her favorite flowers, Marguerite Gautier, the most beautiful, brazen, and expensive courtesan in all of Paris. But despite having many lovers, she has never really loved—until she meets Armand Duval, young, handsome, and hopelessly in love with her. “Marguerite and Armand are the kind of bright, self-destructive young things we still read about in magazines, watch on-screen, or brush up against today.” —Liesl Schillinger, from the Note on the Translation For more than seventy years, Penguin has been the leading publisher of classic literature in the English-speaking world. With more than 1,700 titles, Penguin Classics represents a global bookshelf of the best works throughout history and across genres and disciplines. Readers trust the series to provide authoritative texts enhanced by introductions and notes by distinguished scholars and contemporary authors, as well as up-to-date translations by award-winning translators.

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    Régis Maz13/02/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um trágico e maravilhoso clássico

    A Dama das Camélias se passa em 1847 e foi lançado em 1948, em meados do século XIX, foi escrito pelo francês Alexandre Dumas (filho) baseado na experiência de sua juventude com uma cortesã chamada Marie Duplessis que, muito jovem, morreu de tuberculose impactando Alexandre Dumas (filho) a ponto de inspirá-lo a escrever esse romance de cunho autobiográfico. A narrativa se inicia com o narrador tomando conhecimento do leilão dos pertences de Marguerite Gautier: uma elegante cortesã francesa que acabara de morrer de tuberculose. A história vai sendo descortinada aos poucos, no início o personagem que narra a história não causa muita simpatia e sua curiosidade me parece completamente despropositada e sem sentido, mas ao seguir adiante, logo Armand Duval aparece e através de suas lembranças e de seu ponto de vista conhecemos Marguerite e seu destino de sofrimentos. Armand Duval se apaixona perdidamente por Marguerite na primeira vez que a vê e um tempo depois se declara para ela que aceita tê-lo como amante, correspondendo seu amor em pouquíssimo tempo. Apesar do pouco tempo de vida que lhe resta Marguerite decide que viverá aquele amor, mesmo que a sociedade ache que uma mulher em sua condição não devesse amar e ser amada. O livro é cheio de questionamentos sobre a prostituição e o tratamento recebido pelas mulheres que são obrigadas a recorrerem a esse meio de subsistência e também levanta questionamentos acerca da hipocrisia da sociedade machista que inferioriza a mulher, achando-se no direito de possuí-las como um bem que denota status para depois descartá-las para proteger o nome da família e uma falsa honra que só é adquirida através do dinheiro. A leitura é fluída e em um piscar de olhos as páginas voam enquanto seguimos esses personagens tão distantes de nossa realidade atual, mas mesmo assim com uma história de amor e preconceitos que acontecem até os dias de hoje. Marguerite é muito inteligente e astuta e lida muito bem com o ciúmes, a possessividade, e as vezes, a imaturidade de Armand, que a ama, mas que exige dela coisas impossíveis para uma mulher em sua condição. Reconheço que senti certa raiva da imaturidade de Armand, que mesmo tendo conhecimento prévio da vida que Marguerite levava, não consegue se abster de causar rugas infantis enquanto ela está apenas tentando sobreviver da única maneira que pode. Marguerite retribui seu amor, mas parece que apenas isso não basta para satisfazer sua necessidade e a todo tempo fica tentando mudá-la, mesmo ciente de não poder assumí-la completamente. Têm momentos em que ele é totalmente egoísta, mimado e cruel. O amor dos dois, apesar do que citei acima, é um amor verdadeiro, mas, como acontece em muitos clássicos, esse amor terá objeções por parte da família e da sociedade tendo então um fim trágico que já está prenunciado no início do livro. Magistralmente Alexandre Dumas (filho) soube colocar suas críticas e reflexões sobre a sociedade da época tocando o leitor profundamente com sua autobiografia e a tragicidade do que se passou. A narrativa da parte final do livro é tão intensa e tocante que é impossível passar por ela sem verter uma lágrima se quer. Apreciei muito a leitura desse romance histórico, que ainda diz muito sobre as relações de amor e do preconceito da sociedade que, por vezes, ainda parecem os mesmos de séculos atrás. Recomendo para todos esse grande clássico.

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