Apresenta o romance em uma aventura de leitura fácil e empolgante, evidenciando sobretudo o cenário de lutas entre saxões e normandos.
No lado saxão, as atenções voltam-se para Ivanhoé, Ricardo Coração de Leão (o Cavaleiro Negro, que retorna à Inglaterra após ter o trono usurpado pelo irmão, Príncipe João, que aliara-se aos normandos) e Locksley (curioso que a adaptação não valoriza a identidade da personagem como Robin Hood).
Entre os normandos, o usurpador Príncipe João, o templário Bois Guilbert (não entendo o final sem graça que o autor lhe destinou! fala sério! um piripaque e beleleu!) e outros cavaleiros de menor destaque.
A HQ passa pelas emoções do torneio de cavaleiros, batalha no castelo entre normandos e saxões, e duelo final entre Ivanhoé e Bois Guilbert para salvar Rebeca.
Os aspectos que ficaram a desejar estão nas ilustrações toscas (coisa dos contexto) e no roteiro que privilegiou o patriotismo e nobreza dos cavaleiros, mas deixou de lado o aspecto amoroso. Rowena praticamente não aparece (não muito diferente do livro, em que é apenas a princesa inpiradora à Ivanhoé), mas Rebeca não teve atenção merecida. Naquele meio de disputas interesseiras percebemos nela uma disposição mais humana, de certa forma altruísta, com ações por amor desinteressado, como em relação à Ivanhoé. Nela havia essa motivação antes de interesses próprios ou egoístas. Através dessa HQ, nos textos de apresentação, descobri que foi inspirada numa mulher real, judia também, que o autor desejou introduzir no livro, afinal, é uma obra que pretende ufanar sua nação em histórias e ideais de nobreza.