Li a reportagem de capa, onde os aspectos que despertaram atenção foram: dados práticos para a posse de armas (o que o decreto assinado em 15/01 definiu); a cultura armamentista nos EUA (onde anualmente, só em relação à menores de idade, ocorrem mais de 2000 óbitos); e a perspectiva de liberação do porte (que o texto informa acompanhada de possível diminuição da idade para este fim e flexibilização de tributos para armamentos e munições, além do cenário propenso a mais mortes).
O que a reportagem instigou é que o governo parece voltado para atender os interesses das elites. É o que vemos na realidade e agora, em termos oficiais, o que se concretiza em ações como no recente decreto sobre a posse. Retrata a ineficiência em impedir a escalada da violência e transfere para o cidadão algo que na prática soa como "dar conta por si mesmo". E que cidadão é esse? Aí entram os interesses das elites, dos governantes, dos abastados (que sempre foram desejosos dessas leis e agora tem suas pretensões atendidas), num país onde os contrastes estão cada vez mais visíveis. De pobres e elites, agora também com a posse de até quatro armas na casa.
Em contraposição à capa, não é o que as famílias brasileiras precisam.
Tem também uma interessante reportagem sobre as gerações, dos anos 60 até a atualidade, com paralelos e motivações despertadas aos jovens em cada década.
Na geração atual, do iphone, tem se destacado pouco contato físico entre as pessoas, isolamento, pensamento desapegado à fé e comportamento mais propenso à depressão.